Início‎ > ‎Reencontros‎ > ‎

Aos dois anos foi deixada com a avó.

postado em 5 de out de 2014 11:58 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 9 de mar de 2015 11:50 atualizado‎(s)‎ ]
Emocionte reencontro










De:Daiane Schaefer 
data:18 de junho de 2013 18:34
assunto:Procuro mae

" Me ajude Amanda eu as vezes nem durmo pensando oq pode

 ter acontecido por onde ela pode esta eu

 fui sentir falta de uma mae mesmo 

quando eu tive meus filhos ai eu senti q ela nao me

 deixou por q nao me queria e sim porq algo muito

 forte fez ela fazer isso tanto q ela

 me deixou com a familia do meu pai."



Diane, que mora em Viamão RS, buscou ajuda em 18 de junho de 2013. 


Ela foi criada pela avó . Seu desejo sempre foi conhecer a mãe ELIZETE , saber dela toda a verdade.


 PESSOAS DA MINHA FAMILIA CONTA Q ELA FOI EMBORA PARA O RIO DE JANEIRO EU TINHAMESES DE VIDA DEPOIS VOLTOU EU TINHA QUASE DOIS ANOS E ME LEVOU EMBORA COM ELA SÒ QUE QUANDO EU TAVA COM UNS QUATRO ANOS ELA ME DEIXOU EM Criciuma SantaCatarina na casa de meu avo paterno dizendo q na outra semana me buscava e ai nunca mais ninguem teve noticias dela bom eu nasci em 1983 se eu tinha quatro anos ela sumiu entre 86.87


Após várias buscas, junto com Sandrinha, a localizamos Campinas SP e colocamos as duas em contato.


Estas foram suas primeira palavras após mais de 26 anos:.



23/6/2013 17:36        Daiane Lucianooi ham?
23/6/2013 17:36   Elizete Schaefferfilha e tu
23/6/2013 17:37   Elizete Schaefferfilha me perdoa
23/6/2013 17:38       Daiane Lucianooi é vc mesmaoi oi
23/6/2013 17:39   Elizete Schaeffersou eu mesma me perdoa por naõ ter voltado
23/6/2013 17:40       Daiane Lucianooi fala comigo t procurei tantocomo é o nome do meu pai?.sim perdoo sempre perdoei

----------------

ESCLARECIMENTO:

Como informado, Daiane procurou o nosso site DESAPARECIDOS DO BRASIL.org
em 18 de junho de 2013, solicitando ajuda pra encontrar sua mãe que a deixou com os avós desde os 4 anos de idade e nunca mais entrou em contato. Na mesma semana conseguimos localizar sua mãe Elizete Schaeffer , desaparecida há 27 anos e colocamos as duas em contato.

Daiane já havia pedido ajuda à outros meios e havia uma cartaz de 2012 com o "Elizabete desaparecida" em Viamão, RS. 

É de praxe comunicarmos as pessoas que estão divulgando algum desaparecido, da sua localização, por uma questão de respeito e para que cessem as divulgações.

Após encontrarmos a Elizete, através do nosso sistema de buscas com ajuda de voluntários e avisarmos o autor da página onde estava o antigo cartaz, este chamou a mídia para uma reportagem sobre o caso, sem o nosso conhecimento.  Daiane, entendeu que fomos nós  a fazer o contato com a mídia e foi categórica ao nos comunicar que não queria nenhuma publicação a respeito. Explicamos à ela que não  partiu de nós o comunicado à imprensa e nada divulgaríamos, exceto aqui no site, onde a pessoa está ciente (vide termos de uso do site) que será  dado baixa com o histórico do caso.

Nesse meio tempo, o repórter entrou em contato comigo, pedindo detalhes da história e localização para realizar a matéria. Foi informado à ele que a Daiane não nos havia autorizado a dar qualquer informação a respeito. Ele argumentou que  não poderíamos segurar informações  e a matéria  foi publicada sem os pormenores da busca ou entrevista com a filha que se negou a dá-la e somente com a versão  dos autores da antiga divulgação, que viram nessa oportunidade um meio de divugar também  um ente familiar desaparecido, o que é plenamente compreensível.

Diante da publicação, Daiane sem qualquer explicação, cortou contato conosco,  exclui-nos do seu perfil do facebook e não participou conosco da alegria do reencontro com a mãe.  

É importante esclarecer que nos baseamos exclusivamente nas informações enviadas para o nosso cadastro e não nos auto promovemos com os resultados obtidos. Este trabalho é voluntário e gratuíto.  A mídia, nós a procuramos quando  ela pode realizar a parte social e ajudar na localização de desaparecidos ou a pedido  da família e entendemos que a publicação de  histórias de reencontro são importantes pois promovem esperança naqueles que ainda procuram mas acima de tudo respeitamos a vontade  do principal interessado. Neste caso expecífico não fomos nós responsáveis pela publicação.

Infelizmente a cultura do nosso povo ainda não valolriza o trabalho voluntário como um bem à sociedade brasileira,  e no caso dos desaparecidos, seria importante analisar que existe  pouquíssima ajuda real para as famílias atingidas por este sofrimento as quais são ajudadas principalmente por pessoas solidárias que só visam contribuir  para um mundo melhor. Entendemos que não é boa prática, pessoas pedirem ajuda, fazerem uso de um serviço gratuíto e voluntário e depois de obterem o benefício, virarem as costas  à quem lhes foi solidário sem ao menos um agradecimento.

/Equipe de apoio.
































  REENCONTRO em P.Alegre - Julho 2013. Imagem internet





Comments