Adoções internacionais irregulares




Art. 239. Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de criança ou adolescente para o exterior com inobservância das formalidades legais ou com o fito de obter lucro:
Pena - reclusão de quatro a seis anos, e multa.

Segundo a Convenção Internacional dos Direitos das Crianças, adotado no Brasil em 1990, os Estados parte devem proibir e punir a venda, a adoção ilegal e  a exploração sexual de crianças,o transplante de seus órgãos com intenção de lucros, e a submissão de meninos e meninas a trabalho forçado,  além de tomar medidas preventivas e protetivas.


Estamos em atualização dos casos e repassando ao site as centenas de casos de adoções irregulares cadastradas.

"O Brasil é palco de um triste cenário, onde as estrelas são crianças anônimas, desconhecidas e ignoradas pela grande sociedade e cujo pedido de socorro se perde no tempo e no espaço" [amanda iab]

Quase três décadas já se passaram, mas a vergonhosa mancha do tráfico de bebês dos anos 80 no Brasil, continua causando males as suas vítimas.

"Quando se ganha uma criança loira de olhos azuis, até o berçário da maternidade é um lugar perigoso" Diziam os curitibanos naqueles anos de horror.


1980 a 1990: O Escândalo dos infantes brasileiros.

Rio de Janeiro: Porta de saída dos bebês para o exterior.

Paraná: Um dos maiores centros de exportação de bebês. De

Santa Catarina: Em 1986 a polícia prendeu uma quadrilha que chegou a vender mais de 150 bebês para Israel.

Goiás, Bahia, São Paulo e Fortaleza tiveram números expressivos de adoções irregulares para outros países.

Estados Unidos, só em 1986 recebeu mais de 176 crianças  vindas ilegalmente do Brasil através de Agências de Adoção.

A maioria dos bebês saídos de Fortaleza tinham como destino a Alemanha. Os da Bahia tinham como destino principalmente a Itália.

Israel recebeu através de adoções irregulares, sob ação das quadrilhas,  milhares de bebês, vindos principalmente da região SUL  do nosso país.


Santa Catarina na Rota do Tráfico de Bebês.

Tanto pela mercadoria que negociavam como pela natureza da atividade clandestina que exerciam, os contrabandistas eram pessoas perigosas,  é um erro imaginá-los como marginais comuns. Carlos César Pereira, tinha 42 anos no auge  do tráfico de bebês em 1986. Com diploma de advogado ele atendia seus clientes no Fórum de Camboriú, a 81 quilômetros de Florianópolis (SC) — Entre 1985 e 1986 ele chefiou uma quadrilha responsável pela exportação de centenas de bebês para o estrangeiro, conforme ficou provado por documentos, fotografias e testemunhos de 52 pessoas ouvidas num processo que se arrastou sem que ele fosse punido.  Fotos o mostram visitando famílias israelenses, com quem mantinha um convívio amistoso e pelas quais era considerado um anjo e herói, porque ele passava  aos pais adotivos, a  ideia que as crianças eram  filhos abandonados por suas mães,  e ele humildemente as salvava, dando-lhes um novo  lar digno. Sua atividade não se encerrou após o processo, porque ele nunca foi condenado e  suas pequenas vítimas,  hoje adultos, ressurgiram do passado em busca do resgate de suas histórias. Casos recentes datam de bebês nascidos em 1992, quando a nova Legislação do ECA já estava em vigor.