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Violência contra crianças- Campanha

postado em 28 de jan de 2013 10:18 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 29 de jan de 2013 11:23 atualizado‎(s)‎ ]
Bater Não Educa!

 
Nossas mãos  foram feitas para proteger e dar carinho.

Educar filhos é o constante exercício de ouvir e falar onde o diálogo é esclarecedor e educativo.

Dialogue com seu filho, ensine o respeito, não a violência.
Crianças que sofrem violências crescem com medo, inseguras e deprimidas, e amanhã
serão os adultos da intolerância e autoritarismo. Elas usarão da mesma violência que
"aprenderam" e irão castigar seus filhos e assim forma-se uma bola de neve porque 
violência gera mais violência. Depois nos perguntamos: Por que o mundo anda assim?
 
Mais de 275 milhões de crianças pelo mundo afora sofrem violência doméstica. Você
pode estar pensando: " Ah...mas aqui em casa só usamos corretivos lights..." A
questão é  que tapas, chutes, pontapés e socos viciam  e o resultado é:  70% dos
registros de violêcias são causados pelos responsáveis e familiares da criança.
Pais e mães acreditam que estão batendo para educar, para dar limites para as
crianças e muitas vezes punem a criança por ela estar batendo no irmão ou amigo!
Cuidado! Isto indica que ela  já está aprendendo a usar a mesma violência recebida.
 
Algumas culturas reforçam o princípio que a força pode disciplinar alguém que tenha
menos poder e força física ou em condições de dependência. Essa educação perpetua o ciclo da violência, pois  as crianças acabam aprendendo que a violência justifica a
solução de problemas.
 
Como  reage o psicológico da criança quando ela é agredida? Será que elas conseguem
compreender por que os pais as agridem?

Estudos realizados comprovam que crianças sujeitadas à punição física ou psicológica sentem: medo, tristeza , raiva, depressão, dor, rejeição, menosprezo, marginalização, humilhação e impotência.
 
 Estes sentimentos podem causar, segundo a Organização Pan-americana de Saúde,
enfermidades importantes da idade adulta – entre elas a cardiopatia isquêmica, o
câncer, doença pulmonar crônica, a síndrome do intestino irritável e a fibromialgia,
além de transtornos psiquiátricos e comportamento suicida. Em alguns casos, levara
criança para a rua e para as drogas.


 
I.Amanda Boldeke
Desaparecidos do Brasil.org



Espancar, bater, dar uma surra, pode aliviar a frustração, ansiedade, raiva ou preocupação dos pais em determinado momento e pode fazer com que momentaneamente aquele comportamento indesejado desapareça. Mas, bater, ou seja, a punição física é o método menos eficaz de disciplina.
 
Será que temos todo o conhecimento necessário para educarmos nossos filhos, única e exclusivamente porque lhes demos a luz?  Se para sermos professores e até para adotarmos crianças precisamos fazer cursos, poruqe os pais acham que conhecem a fórmula certa e não aceitam interferências no seu modo de educar?
 
As pessoas costumam dizer que "eu sempre apanhei de meus pais e como estou bem, vou continuar a fazer isso com meus filhos". Filhos não são propriedades, não são domesticáveis e nem devem ser vistas como um mini-adulto imperfeito.
 
Existe uma necessidade premente, em todo o mundo, de sensibilizar a sociedade para acabar com o castigo físico como método educativo, oferecendo alternativas que não humilhem, que não agridam e que respeitem a dignidade da infância.

Pequenas mudanças no ambiente familiar podem trazer bons resultados. Pais devem servir de modelos para seus filhos porque crianças fazem o que os pais fazem, seguem seu exemplo.
Dar atenção, ensinar, abraçar, dar carinho, ser justo, firme, dar oportunidade de escolha, fazê-la se sentir valorizada e dizer sempre que o ama são fórmulas certas para criar um adulto responsável e feliz.

Conselhos
Acompanhe de perto a vida de seus filhos. Ouça o que eles tem a dizer antes de tirar
conclusões antecipadas.
Se a criança mereceu uma bronca, explique o porque e mostre à ela como seria o
correto.
 
Tenha paciência com seu filho. As crianças levam tempo para aprender as coisas. Não
da para aprenderem tudo de uma vez.
Lembre-se  se que a bebida é má conselheira. Se beber deixe a conversa com seu filho
para quando a ressaca passar. As agressões por adultos alcoolizados é muito grande.
 

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