Marcelo ( Marcel) depoimento nos EUA - Novembro 2013

postado em 19 de fev de 2014 08:33 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 11 de mar de 2015 05:48 atualizado‎(s)‎ ]

Hoje recebo esta notícia que me deixa extremamente feliz
e torço agora para que os irmãos finalmente sejam repatriados, como é da vontade e direito deles e possam recomeçar uma nova vida junto à família biológica brasileira, a qual localizamos em agosto último.

Em missão nos EUA, Presidente de CPI diz que é “revelador” 
depoimento de brasileiro traficado

Em missão nos EUA, Presidente de CPI diz que é “revelador” depoimento de brasileiro traficado


New York – Deputados integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o tráfico de pessoas da Câmara Federal estão nos Estados Unidos desde o início desta semana, onde cumprem agenda oficial, como reuniões com representantes do governo norte-americano e ONGs que fazem o enfrentamento ao tráfico humano. Participam da missão o presidente da CPI, Arnaldo Jordy (PPS/PA), e Severino Ninho (PSB/PE).

Em Milwakee, principal cidade do Estado de Winsconsin, os parlamentares ouviram depoimento de Marcel Lee Paul, que no Brasil se chamava Marcelo, e que teria sido traficado para os EUA há cerca de 28 anos em São Paulo, junto com sua irmã Raquel. Marcelo, hoje com 35 anos, afirmou à comitiva sua certeza de que foi uma vítima de uma quadrilha, detalhando com clareza como aconteceram os fatos, após se perder com a irmã, depois que saiu de casa, em Cajamar - cidade próxima a Jundiaí/SP -, para tentar chegar à casa de seu pai, em uma cidade vizinha. Hoje casado, e tendo reencontrado sua família brasileira através da Internet, Marcelo que é deficiente auditivo, afirmou os deputados sua vontade de voltar a morar no Brasil.

“Foi um depoimento revelador porque ele diz ter presenciado a troca de dinheiro entre pessoas que o levaram para o exterior. Ele (Marcel) se considera uma vítima do tráfico humano”, disse Jordy em entrevista por telefone.

As investigações deste caso envolvem a ONG Limiar, com sede nos EUA e com filial na capital paulista, mas com atuações também em Curitiba/PR, e que podem desvendar uma rede de adoções ilegais que teria enviado para fora do país, mais de mil e setecentas crianças, com possível envolvimento de autoridades, inclusive da justiça.

Washington

     

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