Luiz Eduardo Gonçalves - Dudu

30/04/2009- Polícia desvenda o mistério  do caso Dudu

Informações mais abaixo.
 

 

DUDU - Mais um caso sem solução 

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31/07/2008

Desaparecido há 212 dias, Luiz Eduardo Gonçalves, o Dudu, deixa de ser um "caso" investigado para ser mais um número na estatística, como não solucionado. O Caso Dudu, que comoveu Mato Grosso do Sul, teve o auto de investigação "engavetado", reclama a família do menino.

O pai de Dudu, Roberto Gonçalves, disse que há 60 dias não existe uma movimentação qualquer por parte da polícia para investigar o desaparecimento. “Acho que a polícia não está mais preocupada. Não estão mais ligando para o caso”, afirma. O caso saiu da mídia e “eles não estão procurando; apenas querem saber de pessoa que vá até eles. Eles ficam esperando”, acrescenta.

É Roberto que todos os dias, recomeça a busca pelo filho que desapareceu no dia 22 de dezembro de 2007. Ele afirma que tem certeza que o filho foi levado para longe. “A esperança minha como pai é de meu filho voltar vivo. Tenho plena esperança que está vivo, mas levaram ele para longe. Só que a polícia não procura saber”, afirma.

****A assessoria de imprensa da Polícia Civil garante que o caso não foi arquivado, mas admite que não existe qualquer novidade sobre o desaparecimento do menino, aos 11 anos.*****


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Nacional - A angústia de pais sul-mato-grossenses, sem solução para o sumiço dos filhos, é a mesma sentida por gente em todo País. Até a presidente e fundadora da Associação Mães da Sé, Ivanise Esperidião da Silva Santos, que busca a filha há quase 13 anos, teve o caso arquivado. “Procuro minha filha há quase 13 anos. Em 2004, descobri através de um delegado que o auto de investigação estava arquivado. Se eu for lá, tenho certeza de que vou encontrar meu caso arquivado novamente”, afirma.

Conforme a Associação Mães da Sé, 204 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil.
A busca de desaparecidos não é prioridade para a polícia. “Quando você tem um veículo roubado e vai registrar, automaticamente cai no registro nacional, não importa nem o ano do carro, se é velho ou novo. Tem cadastro único de veículos e não tem de desaparecidos. Está tudo errado. O desaparecimento é coisa muito séria e quem tem poder de mudar não muda. É uma luta solitária”, diz Ivanise da Associação.

**No caso do Dudu, a polícia só entrou no caso três dias após o desaparecimento, ocorrido perto do recesso de natal.


Notícia veiculada em 21/07/2008

http://www.portalms.com.br/noticias/Inquerito-engavetado-Dudu-vira-mais-um-caso-sem-solucao/Mato-Grosso-do-Sul/Geral/18286.html

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É preciso que se cumpra a ""Lei de Busca Imediata"" (Estatudo da Criança e Adolescente - ECA)
onde a investigação do desaparecimento de crianças ou adolescentes será realizada
imediatamente após notificação aos órgãos competentes, que deverão comunicar o fato aos
portos, aeroportos, Polícia Rodoviária e companhias de transporte interestaduais e internacionais,
fornecendo-lhes todos os dados necessários à identificação do desaparecido  (iab)
 
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Laudo sobre ossada que pode ser de Dudu

18/03/2009

O perito responsável pela analise da ossada encontrada no domingo em Campo Grande espera que em uma semana tenha concluído o laudo sobre o caso. Existe a suspeita de que os ossos são do menino Luis Eduardo Gonçalves, o Dudu, desaparecido em dezembro de 2007.

O médico legista Silvio Luis Silveira Lemos diz que recebeu ordens para não falar sobre o caso, porque “corre em segredo de Justiça”, mas comentou que é “muito cedo” para dizer se existem elementos suficientes para indicar que a ossada é do menino.

A descoberta no domingo passado foi negada pela delegada Maria de Lourdes Cano da Deaij (Delegacia Especializada de Apoio à Infância e Juventude), que disse desconhecer o fato, apesar de ser vista no IML (Instituto Médico Legal) no mesmo dia.

Na segunda-feira, a família foi novamente questionada sobre detalhes da roupa que Dudu usava no dia do desaparecimento. Apesar de rumores de que 2 pessoas já estão presas, entre elas um adolescente, a delegada também nega que tenha identificado qualquer suspeito.

Informações extra-oficiais são de que um homem e um garoto que presenciou o assassinato do menino foram identificados, presos e apontaram o local onde teriam enterrado Luis Eduardo.

A área, perto da avenida Guaicurus, é a mesma que segundo testemunhas passou a ser freqüentada pelo ex-namorado da mãe de Dudu, José Aparecido Bispo da Silva. “Ele foi visto várias vezes lá durante a noite”, reforça a mãe Eliane Martins.

Cido, como é conhecido, não é visto há mais de 6 meses no bairro onde mora. Ele sempre foi apontado como o principal suspeito do desaparecimento do garoto. Vizinhos e a família contaram que Cido ficou com raiva de Eliane porque depois de pegar empréstimos para presentear a namorada, a mãe de Dudu terminou o relacionamento.

A delegada evita falar com a imprensa e no última contato via telefone disse apenas que “continua na investigação”.

A família conta que Maria de Lourdes assumiu o compromisso de elucidar o caso ainda nesta semana.
 
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 Polícia Civil de Campo Grande divulga nota sobre o Caso Dudu
24/03/2009 - 18:33

Nota à Imprensa – Caso Dudu.

Referente à investigação do desaparecimento do garoto Luiz Eduardo Martins Gonçalves, 11 anos, ocorrido em 22.12.2007, investigação que ficou conhecida como Caso Dudu, em razão de publicações na imprensa local e diversas ligações telefônicas quer para a Assessoria de Comunicação, quer para a Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude – DEAIJ, a Polícia Civil informa que somente se manifestará sobre esta investigação quando os trabalhos estiverem concluídos.

Desta forma, as investigações prosseguem visando a apuração dos fatos em todas as suas extensões.
Fonte: www.policiacivil.ms.gov.br

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Análise de ossos que podem ser de Dudu deve levar meses

26/03/2009

Pode demorar meses até que fique pronta a análise dos fragmentos de ossos encontrados em um terreno, na saída para São Paulo e que podem ser do menino Luiz Eduardo Gonçalves, de 11 anos, o “Dudu”, desaparecido desde dezembro de 2007. A informação foi dada esta manhã pela coordenadora geral de perícia, Ceres Ione de Oliveira Maksoud.

Ela afirma que o pedaço de osso encontrado junto com outros materiais, como madeira, é muito pequeno e não permitiu que fosse avaliado se pertencia a um adulto ou a uma criança. Ela disse que sequer é possível saber se o fragmento de osso é humano ou de algum animal. Ceres afirma que serão usados todos os recursos para descobrir a origem dos fragmentos de ossos. Um deles é a avaliação do DNA.

Os ossos foram entregues ao setor de perícias no dia 15 e o próprio médico legista que fez as primeiras avaliações informou que nesta quinta-feira haveria um resultado. Ceres afirmou que nada ficou confirmado e que os resultados serão informados apenas ao secretário de Justiça Pública, Wantuir Jacini. Apesar de não ter confirmado, a perita não descartou que os ossos possam ser do menino Dudu.

Na terça-feira a Polícia Civil divulgou nota informando que não se pronunciará sobre o caso até que esteja completamente esclarecido. Não foi dado um prazo para isso.

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Ritual macabro: Dudu foi torturado, morto e esquartejado a machadadas

30/04/2009 10:32

Luiz Eduardo Gonçalves, o garoto de dez anos que havia sumido em dezembro de 2007, morreu torturado, teve o corpo esquartejado a machadadas, queimado e depois enterrado num matagal perto de sua casa no Jardim das Hortências, em Campo Grande.

O mandante do crime, já preso, segundo nota divulgada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (30), é José Aparecido Bispo da Silva, ex-padrasto do menino. Ele teria mandado três adolescentes, também detidos, a massacrar o garoto para vingar-se da salgadeira Eliane Aparecida, que havia separado dele recentemente.

Após o esquartejamento, Silva, também conhecido como Cido, enterrou o corpo do garoto enquanto encenava um suposto ritual de magia negra.

O criminoso seria pai de santo e, segundo a polícia, recompensou com R$ 300 e um revólver os três adolescentes que ajudaram a matar o menino.

O assassinato foi assistido por Maria de Fátima Leandro Azevedo, conhecida no bairro como Marlene, uma vizinha da família de Dudu.

Ela atrapalhou a investigação por mentir num dos depoimentos e também pode ser incriminada pelo assassinato, segundo consta no comunicado policial. A mulher se defende dizendo que não denunciou o crime porque era ameaçada pelo pai de santo.

De acordo com a polícia, que divulga detalhes da investigação nesta manha, o menino foi pego na rua por três adolescentes a mando de Cido.

Assim que dominado, ele foi surrado com socos e chutes. De lá, Dudu foi arrastado até a casa do pai de santo, onde sofrera mais tortura. Desta vez, com a participação de Cido.

O menino, mesmo desacordado, teve mãos e pés atados e posto numa cadeira. Ali, ele fora castigado novamente com socos e chutes. Entre uma pancada e outra, Cido dizia: “você vai pagar alto pelo que sua mãe me fez”. Marlene, a vizinha, assistia a cena. O menino apenas "resmungava", revelaram as testemunhas. 

Depois de desmaiado, os adolescentes arrastaram o corpo de Dudu até um terreno baldio conhecido como mangal e, lá, enterraram o corpo dele. Antes, eles disseram que bateram até matar o menino.

Dias depois, ainda segundo a nota, Cido e os adolescentes retornaram ao local, desenterraram o corpo do menino, já em decomposição, e, com um machado retaliaram o cadáver.

Enquanto o corpo era retaliado, Cido, segundo as testemunhas “incorporava santos”, como se os “espíritos” estivessem “referendando” o assassinato.

Cido já havia dito antes que “incorpora” santos e, segundo as testemunhas tornava-se violento nesses dias, momentos em que “entortava” o corpo e “arregalava” os olhos.

Na sequência, pedaços do corpo do menino foram enfiados num saco e jogado na cova e queimado a mando do ex-padrasto.

No início das investigações Cido foi apontado como o suspeito número 1 do crime, mas negou envolvimento. Contudo, os policiais não acharam provas para incriminá-lo.

Durante a apuração, os investigadores cavaram buracos na casa de Cido atrás do corpo, que ali estaria enterrado, segundo as pistas levantadas. Nada fora achada. Pedaços de ossos do menino foram levados para o IML (Instituto Médico Legal) um mês atrás, mas até agora a perícia não comprovou a identificação de Dudu. Carência tecnológica seria o motivo do atraso. 

Fonte:

Midiamax.com (Celso Bejarano Jr. e Jacqueline Lopes )

 
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