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O mistério dos casos de Natal, RN.

postado em 25 de jul de 2011 14:59 por Desaparecidos do Brasil   [ atualizado em 4 de set de 2015 11:42 por DESAPARECIDOS DO BRASIL ]

MISTÉRIO DO  DESAPARECIMENTO DAS CINCO CRIANÇAS DE NATAL/RN 
JÁ DURA QUASE 13 ANOS
 



Atualização 18/7/2014

A ESPERANÇA SE RENOVA

Em 2012, com a passagem da CPI do Tráfico de Pessoas por Natal, foi designado um novo responsável, assim como a federalização do caso. A PF começou a atuar em


https://sites.google.com/a/desaparecidosdobrasil.org/desaparecidos-do-brasil/casos/omisteriodoscasosdenatalrn/Joseane%20Pereira%20dos%20Santos,.jpg
dezembro de 2013, mas o caso continua sob a alçada da Polícia Civil, uma vez que o processo ainda tramita na 7ª Vara Criminal da Comarca de Natal.

Segundo o delegado e superintendente-adjunto da Polícia Federal, Marinaldo Moura, a divulgação da foto de Joseane Pereira pode ajudar a trazer novas respostas para o caso. “Com a divulgação dessa foto, a ideia é quem em algum momento aconteça o auto-reconhecimento ou a identificação por parte de outras pessoas”, afirma





ENVELHECIMENTO DE FOTO E DNA

O processo de envelhecimento da foto foi feito por um instituto da Polícia Civil de Pernambuco, e deve ser apresentado na 

sexta. A técnica ainda não foi aplicada nas fotos das demais crianças. “Esse processo tem uma série de necessidades técnicas, como fotos em boa qualidade, e temos dificuldade de conseguir isso com as outras famílias”, asseverou o delegado.

A convocação das famílias para a coleta de material também reacendeu a esperança em Djalma Alves da Silva, pai da primeira criança desaparecida, Moisés, então com um ano e sete meses. Ele teve outros quatro filhos, mas o desaparecimento do pequeno nunca foi esquecido. “Tenho a esperança de que se Deus quiser ele vai ser encontrado. Temos uma pista”, afirma Djalma.

Djalma Alves acredita que a polícia segue a linha de investigação divulgada em 2012. Naquele ano, foi revelado à imprensa que um casal formado por um americano e uma brasileira seria suspeito de orquestrar os desaparecimentos. Mais uma vez, alegando o segredo de Justiça que cerca do inquérito, nenhum dos delegados que receberam os parentes das vítimas, ontem, para a coleta de material para exames, quis comentar se essa linha de investigação está mantida ou não.


Envelhecimento digital do Moisés Alves da Silva
Nascido aos 10/01/1996 desapareceu em 09/11/1998, quando tinha um ano e sete meses
Núcleo Avançado pericial NAP/IITB/DHPP





O DRAMA COMEÇOU EM 1998.
 
O mistério que envolve o rapto de cinco crianças de dentro de suas casas em um bairro da periferia de Natal,RN, nunca foi esclarecido e as famílias esperam até hoje uma solução para os casos.

Muitas hipóteses foram investigadas desde sequestros com fins para o tráfico de órgãos até adoção ilegal por estrangeiros e nada se descobriu. Vários delegados passaram pelos casos sem obter nenhum resultado positivo e em 2005 foi investigado pela titular da Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), Adriana Shirley que também não descobriu nada.

SIGILO JUDICIAL?
 
A partir de 2009, misteriosamente o caso das crianças desaparecidas de Natal entraram em segredo de justiça por determinação do então juiz da 7ª vara Criminal de Natal, Fábio Wellington Ataíde Alves, em comum acordo com a delegada que estava a frente do caso e do Ministério Público.  Segundo entrevista dada ao Diário de Natal em 18 de fevereiro de 2009, o então promotor da 68ª Promotoria Criminal de Natal, Jovino Pereira, afirmou que não poderia informar o motivo do sigilo mas que seria em função das investigações. Questionada sobre o assunto, a delegada Adriana Shirley declarou que também não poderia  falar nada."Quando o sigilo é decidido, não podemos informar detalhes", disse. (Notícia)
 
 
ULTIMATO
 
Em março de 2010, o juiz José Armando Ponte Dias Junior, que é o terceiro auxiliar da 7ª vara Criminal de Natal, deu prazo de 60 dias para que a delegada Adriana Shirley de Freitas Caldas, da Delegacia Especializada em Defesa da Criança e do Adolescente (DEA), conclua o inquérito policial.


ABRIL 2011
 
Casos ainda sem solução

COMO ACONTECEU

Moisés Alves da Silva (29/11/1998)

O pequeno Moisés Alves da Silva, então com 1 ano e sete meses, foi a primeira criança a desaparecer no Planalto. Ele dormia em uma rede por cima da cama dos pais na noite do dia 29 de novembro de 1998. Em entrevista ao Diário de Natal (edição 29 de dezembro de 2001), o pai do garoto, Djalma Alves da Silva comentou que a pessoa que levou o menino estava de pés descalços quando entrou no barraco, porque as marcas das pegadas ficaram no chão.

Na mesma entrevista, a mãe do menino Francisca da Silva Nascimento disse que nos dias que antecederam o rapto de Gilson, ela sentia alguém rondando a casa. A equipe de O Poti/Diário de Natal esteve na residência da família nos últimos dias, porém os pais do menino não estavam em casa. Segundo Lindalva, mãe de Joseane e vizinha da família de Moisés, os pais do garoto ainda mantém a fé de encontrá-lo vivo.

Joseane Pereira dos Santos (09/02/1999)

A vendedora ambulante Lindalva Florêncio da Costa, 52 anos, mãe de Joseane Pereira dos Santos, continua mantendo a esperança de ver a filha em casa. A equipe de reportagem encontrou a vendedora recém-operada de um acidente vascular cerebral (AVC) e preocupada com os 90 dias que vai ter de ficar sem trabalhar para conseguir se recuperar do procedimento.

Mesmo depois de 12 anos do desaparecimento da menina, Lindalva chora ao lembrar da filha raptada aos oito anos de idade. Joseane foi a segunda criança a desaparecer enquanto dormia na casa da vizinha, identificada como Sandra. A mãe conta que "Biba", como era conhecida a menina, costumava dormir na casa da vizinha quando o marido de Sandra saía para trabalhar no antigo lixão. "Ela tinha medo de ficar só e sempre chamava minha filha para dormir lá. Se eu imaginasse o que estava para acontecer, não tinha permitido que Biba tivesse ido naquele dia", lamenta.

Yuri Tomé Ribeiro (04/01/2000)

A falta de informações sobre o paradeiro das crianças e a "motivação" do rapto angustiam diariamente os familiares. O auxiliar de cargas Severino Lima Cardoso, 33 anos, diz não perder a esperança de encontrar seu filho Yuri vivo.

O menino desapareceu enquanto dormia na casa da família por volta das 3h. Ele é a terceira vítima dos raptos do bairro. O suposto seqüestrador entrou na residência sem que ninguém percebesse sua presença e levou a criança.

Severino lembra com tristeza e revolta dos dois dias em que ficou detido como suspeito pelo desaparecimento do próprio filho. "Sofri muito quando meu filho foi raptado. Primeiro pelo próprio sumiço dele, depois porque fui considerado suspeito. Passei dois dias na cadeia e apanhei muito", relembra. O auxiliar de cargas foi liberado por falta de provas.

Gilson Lima da Silva (10/04/2000)

Gilson Enedino da Silva foi a quarta criança raptada. O menino tinha dois anos de idade quando foi tirado da rede em que dormia no barraco com a avó, Maria Enedina da Silva, próximo ao antigo lixão do bairro. Na época, a mulher suspeitou de um homem que esteve dois dias antes do rapto circulando em um carro de cor escura, próximo à sua residência.

Em entrevista ao Diário de Natal, em abril de 2000, ela contou que, depois de ter escorado a porta da casa com uma pedra, ficou assistindo televisão, enquanto os cinco filhos foram dormir. Cansada, ela acabou adormecendo depois de sentir um "cheiro ruim" e, quando acordou, por volta das 3h, passou a mão por baixo da rede em que Gilson dormia para verificar se o bebê havia feito xixi, e foi quando percebeu que ele não estava lá. A equipe de O Poti/Diário de Natal foi informada pelos vizinhos de que a mulher havia se mudado para Nova Cruz há alguns anos.

Marília Gomes da Silva (21/12/2001)

A noite do dia 21 de dezembro de 2001 ficará para sempre na mente dos familiares da pequena Marília Gomes da Silva, 2 anos, última criança a desaparecer, nesta data, no bairro Planalto, Zona Oeste de Natal.

Apesar dos quase 10 anos do sumiço de Marília, os parentes garantem nunca ter perdido a fé de reencontrá-la viva. Embora sofra com a ausência da menina, a aposentada Irene da Silva Enedino, avó de Marília, atualmente com 82 anos, passou por uma dor ainda maior em julho do ano passado: a morte da filha Marcileide Enedino da Silva, mãe da criança desaparecida. Com apenas 34 anos, Marcileide teve a vida interrompida sem ter tido a alegria de reencontrar a filha.

Ela foi assassinada na comunidade Arenã, localizada em São José de Mipibu, depois de se envolver em uma discussão de um casal. Levada ao Hospital Walfredo Gurgel, Marcileide não resistiu aos ferimentos e morreu nove dias depois de ser internada.
 
 
Estes desaparecimentos ficaram conhecidos como o Caso das Crianças do Planalto/RN 
Está registrado  na Delegacia do Rio Grande do Norte
e no site do mj.gov.

 


 
 
 
 
 
Joseane Pereira dos Santos
Nasc.: 21/01/1991
Desap.: 01/03/1999
Cidade: Natal - RN
 
 
 
 
 
 
Nome Moisés Alves da Silva
Nascimento 10/1/1996 
Desaparecimento 9/11/1998 
Local Natal (RN)
 
 

Nome: YURE TOMÉ RIBEIRO 

Data de Nascimento: 12/12/1997 

Data de Inclusão: 28/03/2003 

Desaparecimento: 04/01/2000 

Local: Natal

 

Nome: GILSON LIMA DA SILVA
Data de Nascimento: 27/01/1998
Data de Inclusão: 28/03/2003
Desaparecimento: 09/04/2000
Local: Natal 

 
 

MARÍLIA GOMES DA SILVA

Data Nascimento: 14/10/1999

Data desaparecimento: 21/12/2001.

Local desapareciemtno:

BAIRRO PLANALTO – NATAL/RN

 
 

 
 
 

 

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