Everton Vidal Ficagna

postado em 11 de jan de 2015 04:21 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 11 de jan de 2015 04:24 atualizado‎(s)‎ ]



Nome: Everton Vidal Ficagna
Nasc.: 22/10/1980
Mãe: Ilze Maria Ficagna
Pai: Dalmo Miguel Ficagna (Falecido em acidente automobilístico 15 anos após o desaparecimento do filho)
Desap.: 10/11/1994
Local: Corbélia/PR
Detalhes: Saiu de casa de bicicleta, para ir ao ginásio de esportes do colégio, jogar bola. De lá saiu mas não chegou em casa.
Aparência: cabelos e olhos castanhos

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Histórico:

Segundo o relato da mãe, a dona de casa Ilse Maria Ficagna, de Corbélia (24 quilômetros de Cascavel, PR), no dia 10 de outubro de 1994, ela escutou o filho dizer que iria jogar bola em um ginásio da cidade. Era final de tarde de uma segunda-feira.  Everton, de 13 anos, gostava de esporte e possuía diversas medalhas de provas de natação que participara no município.

No dia seguinte, a bicicleta de Everton foi encontrada em uma estrada na saída da cidade. Foi a última pista que tiveram do desaparecimento do filho. 

Em entrevista dada  à FOLHA em 2009, a mãe relata:

Cada dia a dor é maior. Hoje é ainda pior que o dia do desaparecimento. São muitos anos sofrendo, muita saudade e angústia e pouca esperança de encontrar. Mas ainda tenho esperança de achá-lo, vivo ou morto", conta a mãe. Uma foto do jovem na estante da sala mantém viva a memória da família daquele rapazinho corinthiano que saiu de casa para jogar futebol e, como uma bola roubada, nunca mais apareceu.

Paradeiro

Ilse acredita que Everton foi levado embora de Corbélia. Ela até suspeita de uma pessoa que vive na cidade e que já teve passagem pela polícia. Mas depois dele prestar depoimento na delegacia, nada foi provado. "A lei não trabalhou como deveria. A promotora da cidade disse que não foi trabalhado da maneira certa e agora acha difícil encontrar alguma coisa", comenta a mãe.

Amigos de Everton relataram que o suspeito seguiu o jovem durante três semanas no trajeto da escola para casa. "Ele deu depoimento, mas nada aconteceu. O delegado tratou a gente muito mal. Eu ainda estou em cima do caso. Não consigo esquecer. Preciso saber o que aconteceu com meu filho. A gente precisava de uma pessoa que investigasse de verdade. Aquele cara (o suspeito da mãe) fala no depoimento que fazia quatro meses que não via o Everton, mas os amigos do meu filho viram que eles haviam conversado no mesmo dia do desaparecimento", desabafa a mãe.

"Com o sumiço do Everton caímos no fundo do poço. A vida tá difícil. Meu marido já fez ponte de safena e semana passada fez cirurgia no olho. Estou muito triste. A gente não tem justiça. O Everton não está aqui para dizer o que aconteceu. Jamais vou parar de lutar pelo meu filho."

Como Everton sumiu quando tinha 13 anos, o caso não pôde ser atendido pelo Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas). Nesse órgão, são investigadas apenas as crianças que tinham até 11 anos quando sumiram. A FOLHA entrou em contado com a Delegacia de Corbélia, mas um escrivão disse que ninguém poderia fornecer informações pois não sabiam nada sobre o caso, já que não trabalhavam no local na época do desaparecimento. A promotora do Fórum da cidade não quis atender à reportagem e disse, por meio da secretária, que está no cargo há pouco tempo e que somente a mãe de Everton poderia dar mais informações. Assim, o caso fica perdido em meio a outras investigações que a delegacia e o fórum tentam resolver.






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