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CFM LANÇA ABAIXO-ASSINADO PELA EFETIVAÇÃO DO CADASTRO DE CRIANÇAS DESAPARECIDAS

postado em 1 de jun de 2017 10:51 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 1 de jun de 2017 12:24 atualizado‎(s)‎ ]


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CONSELHO REGIONAL DA MEDICINA 

Cadastro Nacional Crianças Desaparecidas Cfm

No texto que acompanha a petição on-line, o CFM chama a atenção para números alarmantes: no Brasil, cerca de 50 mil menores desaparecem todos os anos. Até abril deste ano, o Cadastro do Ministério da Justiça apontava apenas 369 casos remanescentes em 20 estados. Dados estimados pelas instituições que atuam no setor apontam que esse número pode chegar a 250 mil, acumulados nos últimos trinta anos.

ASSINE A PETIÇÃO AQUI

“Há um percentual expressivo de desaparecidos que não é encontrado. Indícios sugerem que esses meninos e essas meninas se tornam vítimas do trabalho escravo, submetidos à exploração sexual, adoções ilegais, entre outras formas de violação de direitos e de degradação do respeito à dignidade humana. Precisamos de ferramentas para localizá-los”, afirma o presidente do CFM, Carlos Vital.

Implementado em 2010 pelo Ministério da Justiça, o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos é falho e não vem contribuindo para a busca desses menores. Não há registro de nem 1% do total de desaparecidos anualmente, o que dificulta encontrar essas crianças e adolescentes. A proposta como está implementada hoje também é ineficaz ao transferir a responsabilidade da inclusão no cadastro para os pais ou parentes da vítima.







18 de Maio Campanha de Prevenção à Violência Infantil.

postado em 7 de mai de 2017 12:35 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 9 de mai de 2017 06:49 atualizado‎(s)‎ ]

 
 https://sites.google.com/a/desaparecidosdobrasil.org/desaparecidos-do-brasil/ltimas-notcias/18demaiocampanhadeprevencaoaviolenciainfantil/4-CARTAZ-CRIAN%C3%87A-DESAPARECIDA-CAMPANHA-MAIO.jpg

Campanha 

18 DE MAIO - PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E EXPLORAÇÃO INFANTIL


É inadmissível que a violência sexual contra crianças continue sendo banalizada. 

O Disk Denúncia revela que a cada hora recebe 2 denúncias de estupros  praticados contra  crianças e adolescentes. 

Das 22.851 vítimas registradas em 2015, 70% são meninas.

“Os danos psicológicos, para essas meninas e meninos são devastadores, muitas vezes irreversíveis."

A CAMPANHA

Este ano, a ONG Desaparecidos Do Brasil, lança vários cartazes cuidadosamente preparados, abordando as questões relativas ao tema, com o objetivo de alertar e sensibilizar a sociedade para essa questão.

DIVULGUE

A melhor maneira de se combater a violência sexual contra crianças e adolescentes é a prevenção. É necessário um trabalho informativo junto aos pais e responsáveis, a sensibilização da população em geral e dos profissionais das áreas de educação e jurídica, com a identificação de crianças e adolescentes em situação de risco, e o acompanhamento da vítima e do agressor. 

DENUNCIE

Além da prevenção, o combate a essa realidade exige que os casos sejam denunciados. Portanto, se souber de algum caso de violência sexual infantil, procure o conselho tutelar, delegacias especializadas, polícias militar, federal ou rodoviária e ligue para o Disque Denúncia Nacional, de número 100.

COMPARTILHE

Empreste suas redes sociais, por alguns dias, para dividir com seus amigos informações relevantes que podem salvar vidas. 

 



Desaparecidos Do Brasil ORG  CAMPANHA DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA INFANTIL       



   

Cadastro Biométrico de Desaparecidos

postado em 5 de mar de 2017 06:53 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ atualizado em 5 de mar de 2017 09:32 por Amanda iab ]

BIOMETRIA

05/Março/2017 

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Nova Ferramenta no Paraná

ajuda os desaparecidos


 

Cadastro Biométrico de Desaparecidos

SSP institui Cadastro Biométrico de Pessoas Desaparecidas

 
A Secretaria de Segurança Pública institui o Cadastro Biométrico de Pessoas Desaparecidas (CADÊ), ferramenta que possibilita aos Institutos de Identificação das Secretarias de Segurança Pública Estaduais o armazenamento e pesquisa de impressões digitais de desaparecidos em sua base de dados biométrica nacional.
 

O Instituto de Identificação do Paraná (IIPR) já utiliza uma nova ferramenta na investigação e busca de pessoas desaparecidas no Estado. O banco de dados denominado Cadastro Biométrico de Desaparecidos (Cadê), desenvolvido pela Polícia Federal, armazena mais de 17 milhões de impressões digitais. Desde a efetivação do programa, em janeiro deste ano, três pessoas já foram localizadas no Paraná.

“O sistema que antes ajudava a solucionar crimes, agora, com essa parceria, vai auxiliar a encontrar pessoas desaparecidas. O Paraná é um dos primeiros estados brasileiros a contribuir com este banco de dados, além de Sergipe, Goiás e Minas Gerais”, explicou a papiloscopista chefe da Subdivisão de Operações de Perícias do Instituto de Identificação do Paraná, Milene Graciotto.


O PROGRAMA

O programa faz parte de um acordo de cooperação técnica com o Departamento da Polícia Federal para o uso do Sistema Automatizado de Impressões Digitais (Aifs). Neste banco também poderão ser incluídas as impressões digitais de pessoas que constam na difusão amarela (desaparecidos) e negra (cadáveres) da Interpol.

Os Estados interessados precisam aderir ao CADÊ, mediante simples requerimento ao INI e promover a integração entre as Delegacias de Polícia que recebem as notícias de desaparecimento e o instituto de identificação local, que dispõe das impressões digitais do desaparecido.

Basílio Brant, papiloscopista-policial federal, ressalta que para que o CADÊ se torne efetivo, é necessária a adesão das Secretarias de Segurança Pública dos Estados, que são as responsáveis pelo recebimento das notícias de desaparecimento e pela investigação, bem como a participação dos institutos de identificação, que possuem as impressões digitais dos cidadãos.

Acrescenta que para o sucesso do CADÊ, faz-se necessária a participação do maior número possível entidades governamentais e não-governamentais, familiares e demais instituições interessadas e que o sistema seja amplamente divulgado para a população.

CRIANÇAS DESAPARECIDAS

 

Notícia relacionada:

https://sites.google.com/a/desaparecidosdobrasil.org/desaparecidos-do-brasil/ltimas-notcias/projetobancodedadosnacionalcodis

 

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18 de Março - Dia Estadual de Prevenção ao Desaparecimento de Crianças

postado em 18 de mar de 2016 10:56 por Desaparecidos do Brasil   [ atualizado em 18 de mar de 2016 14:36 por DESAPARECIDOS DO BRASIL ]

18 de Março - Dia Estadual de Prevenção ao Desaparecimento de Crianças

Progressão de imagem disponibilizada pela DPPD - Delegacia de Desaparecidos de SC
Elicéia Silveira

No dia 12 de janeiro de 2007 foi sancionada, em SC,  a lei Lei 13,931, que define a data de 18 de março como Dia Estadual da Prevenção ao Desaparecimento de Crianças. A data foi escolhida por ter sido o dia do desaparecimento da menina Elicéia Silveira, em 1995, em Florianópolis. É o caso mais longo de Santa Catarina


A história de Elicéia                                   A triste trajetória de uma mãe em busca da filha


A pequena Elicéia Silveira, tinha cerca de 10 anos quando desapareceu no dia 18 de março de 1995 ao sair de casa, no bairro Agronômica, na área central de Florianópolis, capital catarinense, para comprar um remédio para sua irmãzinha que estava enferma, numa farmácia próxima. Depois daquele dia a mãe nunca mais teve informações da filha.

A mãe, Maria Inês Silveira, moveu mundos e fundos. Distribuiu a foto de Elicéia pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. No dia 19 de janeiro de 1999, surgiu uma notícia de que Elicéia teria sido encontrada em Minas Gerais. Foi uma euforia!

De repente a esperança:
 
Na tarde de uma segunda-feira de 1999, a menina supostamente foi localizada. A assistente social do Fórum de Divinópolis, Gláucia Ribeiral Pereira, 32 anos, disse por telefone que Elicéia foi conduzida por policiais militares da cidade mineira a um centro de abrigo para indigentes, da Prefeitura, porque promovia desordens no centro do município.

Segundo a assistente social, a menina fugiu do local, mas os PMs a encontraram novamente e a entregaram para o comissário de menores Moacir Militão, que trabalha na rodoviária de Divinópolis. No fórum, a garota disse que era de Florianópolis, informou o nome da mãe, mas que não lembrava de muita coisa.

Preparando o reencontro:

O reencontro da suposta Elicéia Silveira, 13 anos, com a mãe, a doméstica Maria Inês Silveira, aconteceria em Divinópolis, a 110 quilômetros de Belo Horizonte (MG).

Em Florianópolis a notícia de que a menina desaparecida havia sido encontrada, causou euforia entre os moradores da vila Santa Rosa, na Agronômica. Passaram o dia organizando a recepção para a volta da garota.

"Só acredito que a encontraram vendo", dizia o músico Sílvio Alves, 29 anos, enquanto ajudava a colorir uma das faixas que foi pendurada em frente à casa da menina, com os seguintes dizeres: "Eu, mamãe e Zaila estamos te esperando. Seja bem vinda Elicéia". Maria Inês, por sua vez, preferiu não conversar com os repórteres para se dedicar inteiramente aos preparativos.

Disse apenas que: "se pudesse já teria ido a Minas Gerais ao encontro da minha filha. Mas a polícia preferiu ir junto".

Enquanto isso, a pequena Jaqueline Melo, 8 anos, não parava de falar. "Estou muito alegre. Não vejo a hora de brincar com ela (Elicéia) de novo. A gente gostava mesmo era de pega-pega e esconde-esconde", dizia.

Decepção: Informação falsa

Maria Cristina foi ao encontro da garota em Minas e descobriu que ela se fez passar por Elicéia depois de ver um cartaz. Foi constatado que não era ela.

Em novembro de 2004, outra menina, com a mesma idade de Elicéia, apareceu na Paraíba. A garota contou detalhes da infância, mas um exame de DNA mostrou que não se tratava da mesma pessoa.


Homenagem - Dia Estadual de Prevenção ao Desaparecimento de Crianças

No dia 12 de janeiro de 2007 foi sancionada, em SC,  a lei Lei 13,931, que define a data de 18 de março como Dia Estadual da Prevenção ao Desaparecimento de Crianças. A data foi escolhida por ter sido o dia do desaparecimento da menina Elicéia Silveira, em 1995, em Florianópolis. É o caso mais longo de Santa Catarina. 

 
21 anos se passaram

Elicéia Silveira, nascida em 23/06/1985, desapareceu em 18 de março de 1995. Nesses 21 anos seu nome e foto tem aparecido na mídia, na esperança que seja encontrada. Durante esse tempo, a imagem da criança sofreu várias atualizações, acompanhando o envelhecimento natural, como pode ser verificado * aqui, sendo a última atualização a que ilustra esta página, com idade aproximada ao que ela teria atualmente, cerca de 30 anos.

Qualquer informação que ajude a encontrar a jovem, deve ser encaminhada para a policia ou pelo e-mail:
contato@desaparecidosdobrasil.org


 18 de Março de 2016             


Brasileira desaparece ao chegar a Portugal

postado em 12 de mar de 2016 13:31 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 12 de mar de 2016 13:34 atualizado‎(s)‎ ]

  


Thayane Milla Mendes Dias
21 anos - Desaparecida em 30-01-2016
 (B.O.): 27735435 - 7 DP NOVA VENÉCIA -ES

Ocorrência - Segundo relato da mãe, Ela embarcou em Belo Horizonte MG, no dia 28 de janeiro as 12:00 noite. Desembarcou em Lisboa no dia 29 de janeiro.
Relatos: segunda a Mãe no dia do embarque Thayane ligou dizendo ter conhecido um homem que tinha o seu mesmo destino, ao chegar em Lisboa ( Portugal ), Thayane ligou dizendo ter chegado bem, com passar dos dias não se teve  mais nenhum contato ou noticias da Thayane e nem das amigas dela que residem em Lisboa e que também estão sumidas após se encontrarem com Dinai.

Ainda segundo depoimento à polícia, Dinai foi investigado e se encontra sem contato. A Interpol e polícia de Portugal já estariam a par.

DISK DENÚNCIA 181

Cadastro no site - 29/2/16



Brasileiros invisíveis - Codis

postado em 14 de jan de 2016 10:38 por Desaparecidos do Brasil   [ atualizado em 25 de jan de 2016 04:41 por DESAPARECIDOS DO BRASIL ]


“O Direito ao Reconhecimento das Origens é direito personalíssimo de todo cidadão"

Não temos no Brasil registros de buscas biológicas dos filhos da ditadura como ocorre na Argentina, mas tão triste quanto, temos duas situações igualmente trágicas.

Uma são os filhos separados dos pais por meio de uma ordem federal em função do isolamento compulsório para pessoas com hanseníase, que provocou a separação de milhares de famílias onde as crianças foram abandonadas em orfanatos, muitas vezes sem documentação alguma. Ainda hoje eles travam uma dura batalha na justiça, em busca do seu passado, para saber que fim seus pais levaram, se estão vivos ou não e lutam por uma reparação moral e financeira pelo que chamam de 'política preconceituosa e higienista' do Governo, que os condenou a uma vida sem identidade.

A outra situação, também gravíssima que é motivo deste tema, são as adoções ilegais de crianças e recém-nascidos que sequer são reconhecidos pelo governo federal.


São os brasileiros 'invisíveis', crianças vendidas como mercadorias.

Crianças largadas em orfanatos, num país onde a corrupção está impregnada, são mira de traficantes.  O Brasil carrega um triste histórico de país que não cumpre com os protocolos internacionais assinados. Provavelmente todos já viram em programas de televisão, jornais e principalmente nas redes sociais, histórias tristes de pessoas angustiadas a procura da mãe que eles nunca conheceram. Separados dos braços maternos, logo ao nascerem, milhares de bebês foram vendidos e levados para países distantes, além do oceano. Seu nome? Sua identidade? Eles não sabem! O máximo que eles possuem são papéis falsos onde constam nomes de mães que não existem e registros fantasmas em cartórios!


Adoção irregular e seus danos

A adoção direta, ou a brasileira como ficou conhecida, tem especialmente a ver com a situação sociocultural e econômica do nosso povo. Em geral, crianças negadas pelas mães são dadas/doadas a terceiros, por elas não se acharem em condições de criar os filhos, favorecendo a adoção irregular. Esta situação deu abertura para o tráfico internacional de bebês. Existem inúmeras denúncias de mães que foram aliciadas, enganadas e levadas a doar, acreditando que seus filhos seriam entregues para uma família de bem, próximo à elas. Outros relatos constam de recém-nascidos dados como natimortos em hospitais, por médicos envolvidos em esquemas ilícitos. Bebês que na verdade estavam bem vivos. Devido a simplicidade e facilidade dessa, digamos 'transação', a adoção direta, para diversos fins, tornou-se um método largamente utilizado que tem persistido até os tempos atuais.

Esta porta aberta proporcionou o surgimento de quadrilhas, que fizeram uso de um costume popular para enriquecimento próprio e surgiram então os intermediadores que pegavam (ainda pegam) os bebês rejeitados e crianças abandonadas em orfanatos para comercialização nacional e internacional, ou seja, para o tráfico humano, onde a adoção irregular pode levar a outros destinos trágicos como o trabalho escravo, o tráfico de órgãos e a exploração sexual.

Infelizmente o Brasil ainda não reconhece a adoção irregular, com fins lucrativos, como uma modalidade do tráfico de pessoas, apesar de estar explícito e configurado na lei que qualquer comercialização de pessoas é tráfico humano (Art. 231 e 231-A do Código Penal  e Protocolo de Palermo).  Atualmente existe um Projeto de Lei, ainda tramitando, que prevê esta  regularização e aguardo esperançosa que ele venha a ser aprovado em caráter de urgência, afim de trazer um pouco de luz e dar às vitimas todo apoio legal a qual elas têm direito.

 
Tráfico internacional

Para entendermos melhor o que acontece, a exportação em massa de bebês e crianças ocorrida em larga escala no Brasil, condenou suas vítimas a um futuro sem identidade porque a documentação nos Cartórios foi forjada. Com o passar dos anos, ao se tornarem adultos, passaram a sentir uma necessidade natural de conhecer sua verdadeira história e suas origens, fazendo com que buscassem seus direitos de brasileiros naturais. A distância aliada às barreiras com o idioma os fez buscar ajuda na nossa Associação e começamos então a receber centenas de e-mails vindos de quatro Continentes. Lamentavelmente, após procurarmos apoio em todos os Órgãos oficiais, chegamos a conclusão que para o Governo eles simplesmente não existem, mesmo porque, no caso das adoções irregulares, elas foram realizadas às sombras da lei, por meio de documentações falsas, através de  advogados inescrupulosos que falsificavam inclusive a assinatura das mães e apresentavam falsas testemunhas.  Dessa forma, não houve a formalização de denúncias através de boletins de ocorrência, porque as próprias mães, às vezes muito jovens e sem instrução, não sabiam o que estava acontecendo, outras vezes eram coniventes e cúmplices, condenando seus filhos a um futuro sem passado. É como se eles não existissem no Brasil!

O fato é que a exploração de pessoas, em suas diversas ramificações do tráfico humano, rende cerca de 32 bilhões de dólares ao ano, no mundo, e para inibir o avanço do crime  foram criadas leis internacionais, onde os países assinantes do Acordo e Protocolos criados, se comprometem a combater o  delito através da criação de leis internas. Diante disso, o Brasil se viu levado a criar o Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, mas direcionado especificamente para a exploração sexual e trabalho escravo, não prevendo, no entanto, a adoção irregular como parte do tráfico.

 

As consequências

A falta de regulação e supervisão das adoções internacionais no Brasil estimularam a fraude e abusos como raptos, coerção, subornos e venda de crianças, com o objetivo de lucros, ficando em desacordo com a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (Art. 21) e da Convenção de Haia de 1993, onde o Brasil foi signatário, que procuram assegurar que as adoções internacionais sejam feitas no melhor interesse da criança e com seus direitos fundamentais respeitados, visando prevenir o rapto, a venda ou o tráfico de crianças.

Sem uma lei específica que lhes dê amparo, esta multidão de vítimas da adoção irregular internacional, as quais me referi no início, que foram tirados do Brasil com falsos documentos, não são reconhecidas pelo nosso Governo. Simplesmente não existem! 

Com a evolução do trabalho realizado pela ONG Desaparecidos do Brasil, no sentido de resgatar os direitos daqueles adotados, demos início, em 2012, a uma ampla divulgação na mídia escrita e falada, trazendo à público o escândalo das adoções internacionais irregulares, cujo alerta alcançou à Secretaria dos Direitos Humanos em Brasília, onde então a Ministra, na ocasião, se comprometeu a tomar uma posição e medidas para ajudá-los. Passaram-se mais de três anos e as promessas caíram no esquecimento.

Muito embora o artigo 48 do Estatuto da Criança e do Adolescente garantir ao adotado, o direito de conhecer sua origem biológica após os 18 anos, ou antes, mesmo se houver necessidade, no caso das adoções irregulares ou 'a brasileira' este direito não existe por não haver registro da verdadeira identidade dos pais. Além disso, falta-nos amplo acesso a um Banco Nacional de Dados Genéticos, que possibilite a identificação de crianças desaparecidas, sequestradas ou adotadas ilegalmente.

 
Banco Nacional DNA - Codis para desaparecidos

Foi desenvolvido pela Polícia Federal, DECRETO Nº 7.950, DE 12 DE MARÇO DE 2013, um sistema de Gerenciamento de Bancos de Perfis Genéticos - Codis (desenvolvido pela FBI) para identificação de criminosos e desaparecidos onde participariam inicialmente 15 estados da federação, chegando a 18 atualmente, formando a Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). Em 2014, a Polícia Civil do Rio de Janeiro, registrou o primeiro caso de sucesso ao identificar através do RIBPG o corpo de um jovem desaparecido em 2012.  Apesar dos esforços, o processo de integração e coleta de material tem sido muito lento. O último relatório apresentou os seguintes números:

Dentre os dados de interesse criminal encontram-se no Banco Nacional 1.524 perfis genéticos de vestígios de crimes, 53 de condenados e 26 de identificações criminais.

Desaparecidos - Foram recolhidas, a nível nacional, somente 306 amostras de familiares, 579 restos mortais e uma referência direta de pessoa desaparecida (a do RJ).

 

O que diz a lei

A identificação de pessoas desaparecidas ocorrerá mediante a alimentação sistemática dos perfis genéticos de quatro tipos diferentes de amostras biológicas: cadáveres e restos mortais não identificados, pessoas de identidade desconhecida, referências diretas de pessoas desaparecidas e familiares de pessoas desaparecidas, as quais são confrontadas periodicamente para verificação de eventual vínculo genético entre as mesmas. 

 

Solicitação negada

Em setembro de 2015, Santa Catarina iniciou o processo de coleta de amostras do material genético dos parentes de desaparecidos para incluir no Banco de DNA Estadual, que é parte da RIBPG. O estado de Santa Catarina tem um longo histórico onde foi rota importante no tráfico de bebês, em função disso, milhares de recém-nascidos e crianças foram enviados ilegalmente para fora do país através das adoções irregulares, ou seja, comercializadas pelas quadrilhas do tráfico humano.   Com a implantação do Banco de DNA no estado, surgiu a esperança de inserirmos os dados genéticos dos adotados catarinenses cadastrados na ONG, o que abriria uma possibilidade de identificação dos seus familiares. Entrando em contato, perguntamos se estas vítimas e as mães catarinenses que tiveram seus filhos raptados, poderiam constar no Banco de DNA. Fomos surpreendidos com a afirmativa que isso não seria viável, porque o número de "kits" disponibilizados para coleta de sangue são  reduzidos e só estariam disponíveis para desaparecidos registrados no sistema. 

“O Direito ao Reconhecimento das Origens é direito personalíssimo de todo cidadão"

Solicitamos às entidades legislativas e judiciárias, que analisem essa questão, de que um filho adotivo, ele não poderá ser identificado a partir dos pais adotivos, pois os mesmos não compartilham a mesma informação genética. Nesses casos, a única solução seria o arquivo preventivo do perfil de DNA dos adotados, para ser utilizado em casos de identificação biológica. 

 

Adoção ilegal como modalidade do tráfico de pessoas

Foi aprovado em fevereiro de 2015, pela Câmara dos Deputados, o Projeto Lei 7370/14, que tornará mais rígida a legislação contra o tráfico de pessoas, citando pela primeira vez a adoção ilegal como modalidade do tráfico, criando regras específicas para adoção internacional.

O Projeto de Lei se encontra aguardando apreciação do Senado Federal.

 

14/01/2016

I. Amanda Boldeke/ -

ONG Desaparecidos do Brasil

 

*Ao reproduzir mantenha os créditos citando autoria com link para este site.


REPORTAGEM ONDE ESTÃO MEUS PAIS?

postado em 23 de nov de 2015 14:12 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 23 de nov de 2015 14:24 atualizado‎(s)‎ ]



         


Twenty years after they were sold and illegally adopted by european couples, these young adults come back to BraziL


BARCELONA - Margarida Videira da Costa

Vinte anos depois do boom das adoções ilegais, jovens de todo o  mundo procuram a família biológica.



O tema já motivou uma telenovela na Globo e foi alvo de sessões de debate em Brasília.

“Infelizmente, a justiça brasileira não tem cumprido com o apoio às vítimas do tráfico de bebés, porque os registos oficiais do passado são raros”, diz Amanda Boldeke, fundadora da ONG Desaparecidos do Brasil. “É como se eles não existissem.”

 Desaparecidos do Brasil existe desde 1997, mas foi com o boom da Internet que encontrou mais jovens de Israel, Itália, França e Estados Unidos, todos com a mesma confissão: “Descobri que sou brasileiro.”

O que se segue, nem sempre é um final feliz. “Só perto de 1% das vítimas encontra familiares.” Lior Vilk, 29 anos, foi uma das primeiras pessoas a contactar Amanda, em 2009. “Os meus pais tratam-me como se eu fosse a pessoa mais especial da vida deles. Mesmo assim, sinto que não pertenço a Israel. Quero conhecer a minha família biológica”, diz Lior.

A responsável pela falsificação dos documentos com que o jovem saiu do país, Arlete Hilu, liderou uma das maiores quadrilhas de tráfico de bebés do Sul do Brasil. Por cada criança cobrava entre 3.500 e 40 mil euros. Foi condenada a duas penas de prisão efectiva.


Antes de 1990, a adopção no Brasil era um tabu. “A maioria destes casais transferiu grandes quantias de dinheiro para as contas de intermediários, pensando que serviam para pagar os documentos” explica Amanda Boldeke. Na verdade, estavam a comprar um bebé. O drama foi capa do New YorkTimes, onde em cima da fotografia de um bebé se lia “O Brasil não exporta só café.” Teve consequências em todo o mundo – um jornal italiano revelou que quatro mil bebés brasileiros teriam entrado ilegalmente no país entre 1983 e 1992.

Os pais adoptivos de Charlotte transferiram o equivalente a 10 mil euros para a conta de Guiomar Morselli, dona do orfanato Lar da Criança em São Paulo. Foi a esta instituição que Edna Maria Silvestre, grávida de três meses, chegou em 1990. Hoje com 44 anos, é uma das testemunhas da Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar o tráfico de pessoas no Brasil. A sua história confunde-se com a da maioria das mães envolvidas nestas redes: grávida e sem emprego, o orfanato prometia-lhe um tecto. O facto de vários casais estrangeiros visitarem a instituição não lhe causou suspeitas, até ao dia que uma colega lhe perguntou quanto ia receber pelo bebé – já lá tinha vendido cinco filhos.


Link 
https://pressfolios-production.s3.amazonaws.com/uploads/story/story_pdf/145481/1454811434362688.pdf









Médicos e juízes envolvidos 

Entre os protagonistas das redes de tráfico infantil encontram-se funcionários de lares e hospitais, assistentes sociais, mas também médicos, polícias e juízes, que se encarregavam de falsificar exames e documentos. “A adopção ilegal é um problema com muitos tentáculos e difícil de eliminar”, diz Amanda. 

Quando a polícia invadiu a casa de Carlos Cesário Pereira, advogado envolvido num escândalo de tráfico de bebés, em 1986, o homem defendeu-se argumentando que “a maioria destes bebés morreria antes de 1 ano se ficassem no seu ambiente de extrema pobreza”. Muitos réus utilizam o mesmo argumento: as crianças partiram de um Brasil pobre para uma vida melhor na Europa. O caso de Charlotte prova o contrário: a mãe adoptiva tinha desequilíbrios psicológicos; o pai problemas de alcoolismo. “Em França nunca passariam as provas para adopção”, confidencia a jovem. Depois de episódios de violência verbal e física, acabaram por perder a custódia da filha adoptiva, que passou a viver num abrigo apoiado pelo Estado francês. Charlotte estudou, juntou dinheiro e aterrou em São Paulo em 2012, em busca de pistas sobre o passado. O seu caso está agora em tribunal. “Aqui sinto que encontrei o meu lugar. Em França, ou estava doente por causa do frio, ou estava triste por não ser loura como as outras crianças. O meu corpo foi feito para viver aqui, no Brasil”, diz num português quase perfeito.


Empresa com grande atuação no mercado nacional entra na luta pelas crianças desaparecidas

postado em 20 de out de 2015 15:15 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 1 de mar de 2016 12:19 atualizado‎(s)‎ ]


Parceria da ONG Desaparecidos do Brasil com a empresa Rental Brasil, expande a divulgação das crianças desaparecidas pelas estradas e principais cidades brasileiras.


Campanha Basta Criança Desaparecida.

Levando adiante o  Projeto Basta Criança Desaparecida, da ONG Desaparecidos do Brasil, foi firmado uma parceria na divulgação com a Rental do Brasil, que é uma das maiores empresas de locação de móveis para Eventos, Palestras, Congressos e Empresas no Brasil - presente nos principais estados com forte atuação em: Aluguel de móveis para eventos, Aluguel de móveis para Congressos, Aluguel de móveis para empresas, Aluguel de móveis para Feiras e Stands, Aluguel de Móveis para Lounges, Aluguel de Computadores e Notebooks, Aluguel de Móveis Residenciais.

A Rental Brasil tem atuação nacional e esta presente nos principais eventos do Brasil.  Matriz - Rua: Antonio Ribeiro de Moraes, 362, Limão - São Paulo - SP.

 

 

 Saiba mais do projeto - Clique aqui


 

 

 

 


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Cremepe e Corpo de Bombeiros em Campanha de Prevenção da criança desaparecida

postado em 20 de out de 2015 14:02 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 20 de out de 2015 14:14 atualizado‎(s)‎ ]


Membros do Cremepe e do Corpo de Bombeiros realizaram panfletagem para os banhistasFoto: Cremepe/divulgação

 

Ação de alerta sobre casos de crianças desaparecidas em Pernambuco.

 

Campanha de prevenção.

O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) realizou eventos para alertar sobre os casos de crianças desparecidas em Pernambuco. A programação começou na praia de Boa Viagem  e se estendeu na Zona Sul, no Bairro do Recife, nas imediações da sede da Associação Comercial de Pernambuco.

ALERTAS:
 

Em caso de desaparecimento entre em contato com a Polícia Civil pelo (81) 3184-3200 
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Membros do Cremepe e do Corpo de Bombeiros realizaram panfletagem para os banhistas e motoristas que passavam nas proximidades da orla. Cerca de 3 mil pessoas receberam instruções de como evitar o desaparecimento de crianças. 
 
O presidente do Cremepe, Sílvio Rodrigues, falou sobre a importância do acompanhamento dos pais na vida da criança. "Os pais devem conhecer todos os amigos do seu filho, ter acesso ao conteúdo que a criança tem na internet, além da criança estar sempre com alguma identificação", aconselhou Silvio.
 
 

 

 

 


 

 

 

 




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Filhos traficados

postado em 20 de out de 2015 13:26 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 20 de out de 2015 14:16 atualizado‎(s)‎ ]



www.desaparecidosdobrasil.org

 

FILHO, CADÊ VOCÊ?

Mães vivem angústia de não saber onde o filho está. 

Década de 80 e 90! Milhares de bebês foram separados das mães e levados para fora do Brasil. Isso é o tráfico de pessoas, geralmente formado por quadrilhas que, visando altos lucros, sequestram crianças, aliciam mães e promovem um destino totalmente inesperado para  aquele pequenino ser que acabou de nascer.

Não só bebês, mas também crianças de tenra idade foram roubadas e tiveram um destino incerto, de onde talvez nunca mais  poderão voltar.

DESTINOS:
 

Países da Europa, das Américas e da  Asia, são destinos comuns dos de bebês.


Quase três décadas se passaram e a trágica separação de mães e filhos, com suas tristes consequências, ainda não tiveram solução.

No Brasil, as mães esperam inconformadas que algum dia a sua angústia tenha um fim. Enquanto isso, do outro lado do oceano, os filhos tentam descobrir o que se esconde atrás da sua adoção irregular e tentam, através da ONG Desaparecidos do Brasil, encontrar suas mães.



Veja no site:

  ONDE ESTÃO NOSSAS MÃES?

 

 

 

 


**Ivete Aparecida Ribeiro
Palhoça/SC -
Filho nasc. 10/09/1998
Curitiba/PR


** Marilde Ferreira
Tijucas/SC -  Filha
Nasc. 20/01/1984
Mat. Chiquinha Galoti/SC

**Marli Oliveira
Palhoça/SC
Filha nasc. 23/11/1985
Hospital Santa Inés, Camboriú/SC

*Elza Machado
Blumenau/SC
Filho nasc. 23/03/1985
Hospital Modelo Curitiba/PR

**Marilza Aparecida Lopes
 Curitibanos/SC
Filho nasc. 19/07/1984
Hosp. Santa Terezinha - Joaçaba/SC

**Marli do Rocio Alves
Tijucas do Sul/PR
Filha nasc. December 1985
Maternidade Santa Brígida - Curitiba/PR

**Zulmira Cardoso
Porto União/TO
Filho nasc.  20/01/86
Missing  '19/08/1987

**Kátia Aparecida Cunha dos Santos
Itajaí/SC
Filha nasc. 1986
Hospital Santaa Inês - Camboriu/SC

**Maria Rosilene Vitorino da Veiga
Itajaí/SC
Filha nasc. 23/01/1981
Hospital Marieta Bornhausen, Itajai/SC

**Marlene Alves
Curitiba/PR
Filha nasc.  01/1986
Hospital Nossa Senhora das Graças - Curitiba/PR

**Kátia Cunha dos Santos
Balneário Camboriu/SC
Filha nasc.  09/06/1986
Balneário Camboriu/SC

**Iolanda Gonçalves
Canelinha/SC
Filho nasc.17/09/1988
Hospital de União da Vitória/PR

Fatima Fernandes
Joinville/SC
Filho nasc. 10/09/1990 -  Joinville/SC
Probabilyty adopted in Italy - with name Matheo

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