ÚLTIMAS NOTÍCIAS





 RESUMO DE NOTÍCIAS -  Clique aqui...

Tráfico Humano e Trabalho Escravo

postado em 28 de jan de 2015 17:05 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 30 de jan de 2015 08:16 atualizado‎(s)‎ ]



COMPARTILHE
FACEBOOK


Nesta quarta-feira,  28 de janeiro, relembramos a chacina em Unaí (MG), quando quatro auditores do Ministério do Trabalho e Emprego foram  assassinados durante uma investigação de uso de mão de obra escrava em fazendas  da região. O fato ocorrido em 2004, deu origem ao  Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.  

 

Quando falamos em escravos, logo nos lembramos dos livros de história e da vinda de escravos negros ao Brasil, vendidos em feiras livres como mercadorias para trabalhos forçados  nas plantações e engenhos.

 

Quatro séculos depois, a escravidão  ganhou força e se multiplica a céu aberto atingindo milhares de pessoas.

 

Existem mais de  35,8 milhões de escravos 'modernos' no mundo e grande parte são crianças.

 

 

O TRABALHO ESCRAVO TAMBÉM É RESPONSÁVEL PELO DESAPARECIMENTO  DE  MILHARES DE PESSOAS.  

 

A  maioria das pessoas aliciadas para trabalho escravo têm entre 18 e 24 anos, mas as  vítimas da escravidão atingem desde crianças com cinco ou seis anos de idade, até adolescentes que são enganados ao aceitar a oferta de um emprego aparentemente vantajoso em outra cidade e  de repente vê o sonho se transformar  em um pesadelo da escravidão.

 

Entre as formas de escravidão estão o tráfico de pessoas, o trabalho infantil, a exploração sexual, o recrutamento de pessoas para conflitos armados e o trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta.

 

O lucro gerado pelo trabalho escravo no mundo é de US$ 150 bilhões por ano, segundo o relatório “Estimativas Econômicas Globais do Trabalho Forçado da OIT (Organização Internacional do Trabalho)”,  divulgado em 2014.

 

Nas últimas duas décadas, foram resgatados na região rural brasileira, mais de 40 mil trabalhadores em condições degradantes e desumanas, sem receber nada por seu serviço, muitas vezes com privação da liberdade.  

 

CRIME

 

O Art. 149 do Código Penal  enquadra como crime de redução a condições análogas às de escravo o trabalho forçado, a servidão por dívida, as jornadas exaustivas e as condições degradantes. Em São Paulo a legislação é considerada mais dura do que a nacional, que prevê restrições, como fim do acesso a financiamento público, mas não cassa o registro da empresa.

Quando pensamos que estamos evoluindo, criando leis que protegem os trabalhadores e punindo severamente empresários que fazem uso de trabalho escravo em suas lavouras e indústrias, somos surpreendidos com uma medida que deixou todos atônitos.

 

RETROCESSO NA POLÍTICA NACIONAL  PELA  LUTA CONTRA O TRABALHO ESCRAVO

Instituído em 2003 e atualizado em 2004, o Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, conhecido como Lista Suja,  estava disponível até o último dia 31 de dezembro no site do Ministério do Trabalho, quando foi retirada do ar após liminar do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),  Ricardo Lewandowisk, acatando pedido da Associação das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Segundo informações disponíveis no site do STF, em pleno recesso do Poder Judiciário, Lewandowski apreciou o pedido por estar de plantão e apresentou a decisão no dia seguinte.

 

A liminar foi concedida um dia antes da atualização semestral com os novos infratores, feita pelo Ministério do Trabalho.  A Lista Suja, contém os nomes dos empregadores que foram flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão e que não tenham conseguido contestar o auto de infração. 

 

A proibição de publicar a  Lista Suja  foi considerada por autoridades do governo federal, Ministério Público e especialistas no tema como um “ataque” a um dos principais instrumentos da política brasileira de combate a esse tipo de crime. A lista é atualizada a cada seis meses e os empregadores que constam nela ficam proibidos de obter crédito público.

 

Em repúdio a  Liminar deferida pelo ministro Ricardo Lewandowski,  a coordenação da Campanha Nacional da CPT de Combate ao Trabalho Escravo enviou carta à Presidente Dilma , cobrando o compromisso assumido pela Sra presidente durante campanha eleitoral.

 

“Ciente da firme posição adotada por sua Excelência durante a última campanha eleitoral em relação à erradicação do trabalho escravo no Brasil, a Comissão Pastoral da Terra tem certeza de que tais argumentos não se fariam nem necessários. Pois, na Carta-Compromisso que assinou e publicou no dia 7 de setembro de 2014, a sua Excelência, então candidata à reeleição como Presidenta da República, já afirmava, sem margem para dúvida:

Assumo, caso eleita, o compromisso público de: (...) 12) Apoiar o cadastro de empregadores flagrados com mão de obra escrava, conhecido como a “lista suja”, instrumento mantido por intermédio da Portaria Interministerial 02/2011, do Ministério do Trabalho e Emprego e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, que tem sido um dos mais importantes mecanismos de combate a esse crime.

 

Não há como isolar a ofensiva, hoje dirigida contra o Cadastro, de outras várias iniciativas, especialmente no campo legislativo, visando obrigar o Brasil a retroceder no seu histórico compromisso de erradicar o trabalho escravo.” (Trecho retirado da carta oficial enviada pela CPT).

 

PEDIDO DE SOCORRO

 

 

No último dia 23 de outubro, Sandra Miranda, de Brasília, recebeu uma encomenda do site chinês AliExpress com um pedido de socorro: “I slave. Help me [Sou escravo, ajude-me]”. A filha da advogada colocou a foto da mensagem nas redes sociais e já teve mais de 15 mil compartilhamentos. “Fiquei perplexa, pensei até que fosse brincadeira, mas o pacote estava muito bem fechado, então veio mesmo de quem embalou”, disse.

“A alegação feita contra um dos vendedores da plataforma AliExpress está sendo investigada”, respondeu a empresa do Grupo Alibaba à Agência Brasil. Segundo Sandra Miranda, um representante da empresa entrou em contato e explicou que o site apenas revende os produtos que já chegam embalados de diversas fábricas e que precisaria rastrear de qual vendedor veio o seu produto. 

 

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR DESSAS EMPRESAS?

Empresas conhecidas  no Brasil, como as Lojas Americanas;  Renner;   Casas Pernambucanas; GEP Indústria e Comércio;   Administradora da marca Luigi Bertolli;  Construtora  MRV Engenharia;  OAS uma das maiores construtoras do Brasil;  ZARA;  Agropecuária Lima Araújo;  M5 Têxtil;   grifes M.Officer e Carlos Miele; a multinacional Alliance One já foram multadas por exploração do trabalho  escravo.  Estes são apenas alguns nomes de uma  extensa lilsta de empresas autuadas por utilizarem pessoas como escravas para auferir lucros e vantagens,  visando o enriquecimento.

 

DENUNCIE - TRABALHO ESCRAVO É CRIME.

A denúncia pode ser feita pessoalmente, por um simples telefonema, por carta ou até mesmo pela internet AO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO

https://peticionamento.prt10.mpt.mp.br/denuncia



Carta compromisso assinado pela então candidata Dilma Roussef.  

https://drive.google.com/file/d/0Bx-GmyPTzthtc1NVS21WeXYzWUU/view?usp=sharing 


ESCRAVOS DO SÉCULO XXI E OS DESAPARECIDOS

https://www.facebook.com/notes/amanda-boldeke/escravos-do-s%C3%A9culo-xxi-e-os-desaparecidos/917124894978901

 







     Pedido de socorro nas etiquetas de roupas
 

Nova Página de Cadastros para Pessoas Desaparecidas

postado em 2 de jan de 2015 04:56 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 11 de fev de 2015 08:19 atualizado‎(s)‎ ]







Visualize no navegador
 

NOVO: CADASTRO DE PESSOAS DESAPARECIDAS banner
 

Nova Página de Cadastros para Pessoas Desaparecidas

 
 

 

 
Facebook Twitter

Começamos 2015 com uma grande novidade!

É com imenso orgulho que apresentamos nossa nova página de cadastros. Muito mais interativa, moderna,
facilitando a qualquer pessoa manejá-la. Publicação imediata, carregamento de foto  diretamente do seu computador para o site,
completo controle do cadastrante aos dados, podendo alterá-los a qualquer momento, possibilidade de comentários e muito mais.

Precisa de ajuda?

Se precisar de ajuda, orientação ou tiver dúvidas, basta entrar em contato. A gente está aqui para ajudá-lo!

Compartilhe esta grande notícia!

Desaparecidos do Brasil já possui um dos maiores cadastros de pessoas desaparecidas do país. São milhares de famílias cadastradas no site em busca de filhos, mães, pais, irmãos e demais parentes.  Com o grande fluxo de novos cadastros  a cada dia, precisávamos de uma mãozinha da tecnologia para facilitar este trabalho. Foram vários meses trabalhando neste novo projeto!  Finalmente a página está pronta !!

Convite!

O grande desafio agora é trazer os cadastros de pessoas desaparecidas do site, para esta nova página, de modo que possam ser facilmente encontrados por pessoas de todo o mundo. Convido você a fazer parte disso. Basta avisar seus amigos e parentes que procuram por alguém e enviar à eles o endereço da página.

 

O cadastro é automático e gratuito. Por tratar-se de pessoas desaparecidas, haverá rígido controle para que abusos não sejam cometidos.

Uso do serviço 

Ao realizar o cadastro a pessoa assume a responsabilidade sobre as informações prestadas e deve manter as informações e dados do desaparecido atualizados.
Quando for encontrado, ou retornar ao lar, dê baixa no site ou envie-nos um email para darmos baixa. Leia nossos termos de serviço.

 

Desaparecidos do Brasil -   CADASTRO

Associação das Pessoas Desaparecidas do Brasil!

Nosso e-mail: contatodesaparecidos@gmail.com

 



















Orientação para cadastro

Cadastro desaparecidos passo a passo

Desaparecidos enterrados como indigentes

postado em 30 de dez de 2014 07:46 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 30 de dez de 2014 07:58 atualizado‎(s)‎ ]


 

SVO continua esquema sem avisar as famílias

 


" Você sente como se fosse um nada. A pessoa foi tratada como um nada. Dá uma certa impotência. Você quer gritar e resolver aquilo, tentar levantar quem é responsável ou não... " disse a empresária Rita de Cássia Barbosa, 49 anos, irmã de João Alberto Barbosa, 61, enterrado em vala comum pelo SVOC (Serviço de Verificação de Óbitos da Capital) em SP. Ela não tinha notícias do irmão há um ano e meio. Segundo informações prestadas, no dia 2 de agosto, Barbosa passou mal e foi levado para o Hospital do Servidor Público na cidade de São Paulo. Após dois dias de internação, ele não resistiu. No momento do socorro, ele portava documento de identidade.Após algum tempo, Rita de Cássia foi contatada pelo Ministério Público de SP, e soube através deles que o irmão havia falecido, sendo enterrado em vala comum, destino reservado aos cadáveres “não reclamados” por parentes ou indigentes. Antes disso, nenhum órgão fez contato com ela, nem mesmo o hospital, embora o irmão estivesse documentado e identificado.




Ele foi tratado como um nada, diz empresária que teve irmão enterrado em vala comum.








Outras denúncias iguais a esta se acumulam e a indignação dos parentes e amigos aumenta cada dia mais.

 

 
 

 
Pessoas identificadas continuam sendo enterradas como indigentes.
 
 


O grande número de corpos sepultados como indigentes ou “não reclamados” após necrópsia no SVOC (Serviço de Verificação de Óbitos do Município da Capital), entre 1999 e 2013, provocou estranheza no Ministério Público de São Paulo em março, levantando a suspeita de que pode haver um esquema para aumentar o número de corpos usados em pesquisa no Estado de São Paulo.

Segundo a promotora Eliana Vendramini, há suspeita de intencional omissão por parte do serviço gerido pela Universidade de São Paulo ao não localizar os familiares dos mortos.

Enquadrar cadáveres recém-periciados como não reclamados ou indigentes gera autorização legal para o uso deles com a finalidade de pesquisa, segundo Eliana. No entanto, a Constituição Federal e o Código Civil determinam que se deve tentar contatar a família, proprietária do corpo, para somente depois sepultá-lo ou utilizá-lo em estudo.

Segundo o laudo elaborado pelo MP, em 166 casos, foram encaminhadas “peças do mesmo cadáver para instituições de ensino diferentes, em afronta ao determinado no Provimento da Corregedoria Geral de Justiça do Estado de São Paulo número 16/97”.

Não há documentos comprovando as solicitações de cadáveres por parte das instituições de ensino ao SVOC-USP, assim como não há nada que demonstre como é feito o encaminhamento de cadáveres, se segue um rodízio entre as instituições conforme determinada ordem, ou se ocorre por decisão do diretor do SVOC-USP e sobre quais critérios”.

Já em relação às manipulações de dissecções feitas pelas instituições de ensino nas peças cirúrgicas, o MP enfatiza que “praticamente não há documentação sobre tais procedimentos. A devolução de peças não está documentada na resposta dada pelo SVOC-USP, deixando obscuro se realmente são devolvidas” ao serviço para o sepultamento, se são mantidas pelas instituições ou se são descartadas.

 

 
 
 
 
 
 
Notícias relacionadas
 

 

Escândalo. A busca perdida por um desaparecido

.
 
 
 
 

 MP investiga “útero de corpo masculino” em documento da USP
 
 

 MP investiga denúncia de tráfico de órgãos na USP
 
 

 Lista de pessoas  enterradas como indigentes em SP
 
 
 
 

 Desaparecidos do Brasil

 Contatodesaparecidos@gmail.com

 

  
 
 
 

RS terá legislação pioneira em defesa das pessoas desaparecidas

postado em 18 de dez de 2014 09:21 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 18 de dez de 2014 09:21 atualizado‎(s)‎ ]




18 dezembro  2014

Dois projetos de lei, de autoria do deputado Oliboni, foram aprovados hoje na Assembleia Legislativa.

As duas matérias aprovadas seguem agora para sanção do governador Tarso Genro

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta quinta-feira (18), em sessão extraordinária, a Política Estadual em Defesa das Pessoas Desaparecidas, de autoria do deputado Aldacir Oliboni (PT). O PL 77/2014 que diz respeito à divulgação do cadastro de desaparecidos pelo poder executivo também obteve votação favorável. As duas matérias tiveram origem no trabalho da Frente Parlamentar sobre o tema, coordenada pelo deputado.


“Com esta legislação, o Rio Grande do Sul poderá ser pioneiro no Brasil, visto que trata-se de uma política ampla e com ações integradas como a criação de delegacias especializadas e, ao mesmo tempo, trabalho educativo de prevenção”, comenta Oliboni.

Conforme levantamento da Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas Desaparecidas, apenas Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e São Paulo têm leis específicas sobre o tema. No entanto, nen
huma delas engloba a prevenção, a orientação e auxílio a familiares e o fortalecimento das investigações.

POLÍTICA ESTADUAL – O Projeto de Lei 96/2014 que institui a Política Estadual em Defesa das Pessoas Desaparecidas prevê diversas ações, dentre as quais pode-se destacar:

•Institui Comitê Estadual Sobre Pessoas Desaparecidas, com participação da sociedade civil e dos Poderes do Estado, União e Municípios no intuito de planejar, executar e monitorar ações e programas em consonância com as diretrizes da Lei.

•Cria Cadastro Único de Pessoas Desaparecidas no Estado;

•Cria Banco de informações públicas, de livre acesso por meio da rede mundial de computadores e também um banco de informações sigilosas para uso dos órgãos de segurança pública contendo dados complementares que auxiliem no processo de investigação e elucidação dos casos, entre eles informações genéticas das pessoas desaparecidas e de seus familiares;

•Cria Sistema automático de emissão de alerta;

•Institui, a partir dos órgãos de segurança pública, delegacias e/ou serviços especializados;

•Determina que a interrupção da investigação e busca da pessoa desaparecida somente após a ocorrência de sua localização;

•Garante o acesso aos autos da investigação aos familiares;

DIVULGAÇÃO DE CADASTRO – O PL 77/2014 determina que 
sejam divulgados dados como nome, foto, idade, local e data da ocorrência e também procedimentos a serem realizados para auxiliar nas buscas. As informações poderão ser difundidas em emissoras de televisão e rádio mantidas pelo Estado, faturas mensais de serviços prestados à população (energia elétrica e saneamento básico, etc.); locais de atendimento à população, mídias eletrônicas, dentre outros.

>>><<<
.

Última estatística dos desaparecimentos

postado em 18 de out de 2014 15:14 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 18 de out de 2014 15:15 atualizado‎(s)‎ ]





A  grande dificuldade para se criar ações mais efetivas no combate ao desaparecimento de pessoas, é a falta de dados reais e confiáveis.  
Desaparecidos do Brasil, recebe cadastros de todas as regiões, de norte a sul do país, possibilitando-nos uma visão geral da questão.
Baseados nisso, fizemos um levantamento dos cadastros realizados no site, entre os meses de janeiro a julho de 2014, num total de 1246 registros.

Através  deste INFOGRÁFICO temos possibilidade de entender melhor como os casos se subdividem e as dificuldades no trato deste problema.

Esta estatística abrange os desaparecimentos num todo, dos antigos aos recentes, dos adultos e idosos, das crianças e  da busca biológica, com e sem registro do boletim de ocorrência.  Nas estatísticas realizadas pelo governo, entram apenas os desaparecidos com registros em delegacias, o que não retrata a realidade. Como podemos ver no quadro, a grande maioria não têm B.O.




https://sites.google.com/a/desaparecidosdobrasil.org/desaparecidos-do-brasil/ltimas-notcias/_draft_post-6/Estat%C3%ADstica%20desaparecidos%20INFOGR%C3%81FICO.png






 


Rio Grande do Sul teve mais de 6,2 mil registros de pessoas desaparecidas em 7 meses

postado em 30 de set de 2014 07:11 por Amanda iab   [ 30 de set de 2014 07:13 atualizado‎(s)‎ ]



Entre janeiro e agosto deste ano, o Rio Grande do Sul teve mais de 6,2 mil registros de pessoas desaparecidas.


Dados da Secretaria de Segurança revelam que 3,2 mil sumidos são menores

Desse total, 3,2 mil são menores de idade e em torno de 3 mil são adultos. No ano de 2013, o número de ocorrências foi de 10,2 mil, dividindo-se em 5,3 mil menores e 4,9 mil adultos. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP). Em 2014, nos oito meses, ocorreram 4,7 mil localizações de desaparecidos. Já o total de 2013 ficou em mais de 8,1 mil registros de encontrados.


Estatística

Nos oito primeiros meses de 2014, o número de desaparecidos não difere muito entre homens e mulheres, sendo que os casos masculinos superam os femininos em apenas 109 registros. Conforme a SSP, a principal faixa etária é dos 12 aos 17 anos, com 3,3 mil casos, seguido dos 18 aos 24 anos, com 822. Porto Alegre é onde se concentra a maioria das ocorrências, com pouco mais de 1,5 mil desaparecidos entre janeiro e agosto deste ano, enquanto 2013 totalizou 2,6 mil. No mesmo período, ocorreram quase 1,1 mil localizações, ao passo que o ano passado teve 2,2 mil pessoas encontradas.

Diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, o delegado Cristiano Reschke revela que a 5ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (5ªDHPP) tem uma equipe dedicada exclusivamente aos casos de desaparecimentos na Capital. Segundo ele, a média de reaparecimento está em 90%, geralmente no prazo de uma semana.

Dificuldades

O delegado lamenta que muitas famílias não informam o retorno da pessoa que estava desaparecida, permanecendo a ocorrência em aberto. Ele entende que o problema, que eleva as estatísticas, poderia ser resolvido com a suspensão temporária do RG e do CPF da pessoa até que fosse regularizada a situação.
Um outro ponto importante destacado pelo Reschke é o fato de que a família não traz todas as informações sobre o parente desaparecido quando do registro da ocorrência. Dados como vida social, vícios, amizades, envolvimento com ilícitos, entre outros, muitas vezes, não são revelados ou omitidos, seja por desconhecimento, seja por receio de comprometer a pessoa. “Isso dificulta e atrasa o início das investigações”, lamenta o delegado.

"Um dia meu filho voltará para casa"

O drama de quem espera pelo retorno ou por alguma informação sobre um ente querido desaparecido é permanente e doloroso.


Em 23 de outubro de 2012, o universitário Roberto Alencris da Silva Teichinkoski, 27 anos, sumiu quando saiu de casa para o trabalho. Ele estava em uma parada de ônibus no bairro Parque dos Maias, em Porto Alegre, e nunca mais foi visto.

A mãe, Christine Ferreira da Silva, 48 anos, conta que testemunhas falaram que o seu filho foi abordado por três homens, sendo colocado à força dentro de um Fox. Na época, acrescenta Christine, surgiu a informação de que um foragido estaria envolvido no desaparecimento do estudante universitário. Segundo a mãe, as investigações policiais nunca conseguiram provar nada em relação ao suspeito e o inquérito, sem ninguém indiciado, foi remetido à Justiça. “Não ficou comprovado nada”, lamenta.

Christine mantém a esperança de que o filho esteja vivo e retorne algum dia. “Estou aguardando uma resposta”, afirma, reforçando que sempre espera pelo surgimento de pistas sobre o filho, pois “nunca soube de nada até agora”.

Já no dia 17 de dezembro de 2013, a dona de casa Eliane de Souza Gonçalves, 37 anos, saiu de sua residência, no bairro Lageado, também na Capital, e nunca mais retornou. Ela levava apenas uma mochila. “É um mistério”, afirma a irmã de Eliane, a educadora assistente Elizete de Souza Gonçalves, 30. “Não temos respostas e cada dia que passa é uma angústia sem fim”, desabafa Elizete. “Ninguém viu”, acrescenta, ressalvando que a família não tem ideia de onde Eliane esteja. Para a irmã, a aflição e o medo de ter uma notícia ruim são constantes. A pessoa fica sobressaltada quando toca o telefone ou a campainha da porta.




FONTE CORREIO DO POVO  *Foto Crédito: Tarsila Pereira


Criança encontrada em 1974 . Procura-se por familiares.

postado em 12 de ago de 2014 17:04 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 12 de ago de 2014 17:10 atualizado‎(s)‎ ]




 

Criança encontrada em 1974 ainda espera encontrar a família banner
 

Criança encontrada em 1974 ainda espera encontrar a família

 
 
Facebook Twitter


Criança encontrada há 40 anos vive em abrigos
 
Nome  Terezinha 'de tal' 
Apelido Miquita
Idade atual - Aproximadamente 48 anos.
 
Histórico: Foi encontrada aos 8 anos.  Como apresentava problemas  mentais, não soube dizer
quem eram seus familiares e foi encaminhada para a antiga FEBEM.
 
Até hoje vive em instituições de abrigo. 
Não há outras informações além destas.
 
Quem tiver informações, favor encaminhá-las para
contatodesaparecidos@gmail.com ou p/
 
Ilienara Cristina Karas 
Delegada de Polícia Federal 
DELEPREV/SR/DPF/RS 
Fone (51) 3235-9209
ilienara.ick@dpf.gov.br
 
 

Projeto Difusão Amarela da PF permite a localização de 81 pessoas desaparecidas em sete meses.

postado em 8 de ago de 2014 14:24 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 12 de ago de 2014 17:00 atualizado‎(s)‎ ]

 


Mateus Francisco da Silva Breganha ,  é localizado na Guiana Francesa depois de 14 anos.  banner
 

Mateus Francisco da Silva Breganha , é localizado na Guiana Francesa depois de 14 anos.

 
 
 

 
FacebookTwitter
 
 

Projeto Difusão Amarela da PF permite a localização de 81 pessoas desaparecidas em sete meses.

 
 

 


 
 
 

A PF, em cooperação com a Polícia da França, conseguiu localizar Mateus Francisco da Silva Breganha, desaparecido no Rio de Janeiro, no dia 11 de setembro de 1999, quando tinha quatro anos de idade, sendo tomado da avó materna pelo pai.

Após troca de informações entre as polícias brasileira e francesa e de diligências realizadas nos dois países, Mateus foi encontrado no último dia 16 de abril, na cidade de Caiena, na Guiana Francesa, residindo com a família do pai.

O garoto, agora com 18 anos, recebeu um novo nome depois de ter sido levado do Brasil.
Um instrumento importante que as polícias utilizaram foi a Difusão Amarela da Interpol(http://www.interpol.int/notice/search/missing), que é um registro internacional para pessoas desaparecidas.

Este foi o 39º caso de sucesso de localização humanitária internacional de pessoas desaparecidas promovido pela Polícia Federal no ano de 2014.

Por: PF

 
 
 
Difusão Amarela

 

 

Em seis meses, o Projeto Difusão Amarela da Polícia Federal já localizou 80 pessoas desaparecidas.

O Projeto Difusão Amarela é uma iniciativa da área internacional da Polícia Federal, por meio do qual são realizadas diligências coordenadas, de caráter humanitário, para busca de pessoas desaparecidas.

O foco do projeto é reunir as diversas iniciativas nacionais nesse sentido, por meio da publicação de Difusão Amarela da Interpol e realização de diligências de cooperação internacional.

O projeto permite que todos os bancos de dados da Polícia Federal sejam utilizados para busca de pessoas que desapareceram e que podem ser encontradas em outros países. Da mesma forma, podem ser efetuadas buscas de pessoas em nosso país a pedido de parentes no exterior.

A Difusão Amarela da Interpol é uma poderosa ferramenta para reunião de dados de crianças ou adultos desaparecidos. Por este instrumento, o Brasil divulga para 190 (cento e noventa) países da Interpol fotografias

e demais dados de brasileiros que são procurados por suas famílias, para divulgação em pontos de fronteira e nas bases locais desses países.

O projeto Difusão Amarela possui dois estágios. No primeiro, todos os casos que aportam na Coordenação- Geral de Cooperação Internacional são checados nas bases de dados da Polícia Federal, momento em que muitos são resolvidos. Neste estágio, outras unidades da Polícia Federal também participam do projeto, como o Instituto Nacional de Identificação e o Laboratório de DNA da PF.

Num segundo momento, os dados são encaminhados para Secretaria Geral da Interpol, com autorização da família, para publicação no canal Difusão Amarela e continuidade das buscas, desta vez em âmbito internacional. Por outro lado, caso a pessoa desaparecida esteja supostamente no Brasil, as Representações Regionais da Interpol nas Superintendências Regionais realizam diligências de campo para a sua localização.

A publicação de Difusão Amarela para busca de pessoas desaparecidas é bastante simples. Basta que o familiar interessado compareça à Representação Regional da Coordenação-Geral de Cooperação Internacional nas Superintendências Regionais da Polícia Federal e preencha formulário adequado. Maiores informações poderão ser obtidas através do siteDesaparecidos do Brasil, que desde janeiro de 2014 trabalha em parceria com a Polícia Federal na divulgação do Alerta Amarelo, auxiliando as famílias no preenchimento do cadastro.
contato@desaparecidosdobrasil.org

 

Desde o início do projeto, em janeiro de 2014, já foram localizadas pela polícia federal, 81 (oitenta e uma) pessoas. Com esta ação, a P F contribuiu para acabar com o sofrimento de diversas famílias brasileiras e estrangeiras.

 

 

 

 

João Rafael  Kovalski - Desapareceu em agosto de 2013, na cidadezinha de  Adrianópolis/PR.

Sumiu do quintal de casa. Testemunhos dão conta que há envolvimento de pessoas próximas à família envolvidas no sequestro da criança.

João Rafael Kovalski, 2 anos e  11 meses . Ele está inserido no Alerta Amarelo da Interpol que alcança 190 países.

 

 Amanda iab

KOVALSKI, JOAO RAFAEL
Present family name:KOVALSKI
Forename:JOAO RAFAEL
Sex:Male
Date of birth:29/08/2011 (2 years old)
Place of birth:CITY OF CURITIBA / STATE OF PARANA , Brazil
Nationality:Brazil
Father's family name & forename:KOVALSKI LUCAS
Mother's family name & forename:SANTOS MOREIRA LORENA CRISTINA CONCEICAO
Height:1 meter
Weight:16 Kg
Colour of hair:Blond
Colour of eyes:Blue
Distinguishing marks and characteristics:He has a mole in his right armpit and a light brown mark under his right buttock.
Language spoken:Portuguese
Date of disappearance:24/08/2013 When 1 years old
Place of disappearance:City of Adrianopolis - State of Parana, Brazil

 

 

CAMPANHA CORAÇÃO AZUL NO COMBATE AO TRÁFICO DE PESSOAS

postado em 29 de jul de 2014 11:40 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 29 de jul de 2014 13:23 atualizado‎(s)‎ ]


 

   

CAMPANHA AZUL DE COMBATE AO TRÁFICO DE PESSOAS banner
 

CAMPANHA AZUL DE COMBATE 

AO TRÁFICO DE PESSOAS

 

No Brasil, o Cristo Redentor  ficou azul neste 29 de junho, para marcar a campanha Coração Azul, contra o tráfico de pessoas, desenvolvida pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) em vários países.

A Campanha, coordenada pelo UNODC e pelo governo federal, recebeu este ano o reforço do 1º Dia Mundial contra o Tráfico de Pessoas, em 30 de julho, data aprovada pela Assembléia Geral da ONU em novembro do ano passado.

No Brasil, haverá uma semana inteira de ações de conscientização, realizadas pela Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça (SNJ/MJ), em conjunto com a rede de Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e os Postos Avançados de Atendimento Humanizado ao Migrante, os Comitês Sociais do Coração Azul e organizações do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap).


Conscientização

Ao lançar a campanha, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ressaltou o aumento das notificações relativas aos delitos. “Isto mostra que está havendo uma conscientização maior de vítimas ou pessoas que sabem da existência desse crime, no desejo de informar às autoridades, o que tem permitido mais ações. Mas ainda há muito a fazer, pois sabemos que o universo de pessoas vítimas desse crime é muito maior, então precisamos nos esforçar e unir cada vez mais em relação a isso”.

Legislação 

É preciso aperfeiçoar as leis, afirmou o ministro. “Há projetos de lei que estão em curso no Congresso Nacional justamente para que nós possamos ter uma maior eficácia no enfrentamento desse crime. Há um projeto que coloca a dimensão normativa do crime de maneira mais adequada. Não só em relação ao tráfico com fins de exploração sexual, mas também para outras formas, como remoções de órgãos, e todas as formas que temos de tráfico”.  

Dados

Forneceram dados para 2º Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas no Brasil o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Departamento de Políticas Penitenciárias (Depen), do Departamento de Polícia Federal (DPF), do Departamento de Polícia Rodoviária Federal (DPRF), do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI); Ministério das Relações Exteriores (MRE); Ministério do Trabalho e Emprego por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (MTE/SIT) e do Conselho Nacional de Imigração (CNIg); Ministério da Saúde (MS); Ministério do Desenvolvimento Social (MDS); Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República; Conselho Nacional de Justiça (CNJ); Ministério Público Federal (MPF) e Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).


O Ministério do Trabalho apurou 46 estrangeiros (41 deles de origem boliviana e 5 de origem paraguaia), entre as 2.771 vítimas de crime de trabalho análogo à escravidão, considerado tráfico de pessoas. 

O Departamento de Polícia Federal  informou que as notificações recebidas em 2012 é seis vezes a média dos 7 anos anteriores. A Polícia Rodoviária Federal detectou em suas operações 547 vítimas de tráfico de pessoas para exploração sexual e trabalho escravo.

O Ministério da Saúde (MS) contabilizou o atendimento de 130 vítimas, um número 2,5 vezes superior ao notificado por seu sistema de coleta de dados desde que iniciada a contagem, em 2010. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) registrou 292 vítimas de tráfico de pessoas e crimes correlatos em todo território nacional (quase duas vezes e meia a mais em comparação com 2010).

 

 

Por  Amanda IAB


Com dados da Agência Brasil Portal Brasil

 



WWW.DESAPARECIDOSDOBRASIL.ORG

 
 

Procura-se Wilson Ferreira de Moura Filho

postado em 18 de jul de 2014 11:13 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 2 de set de 2014 17:30 atualizado‎(s)‎ ]


 

ATUALIZADO AGOSTO 2014 CONTATO COM VOLUNTÁRIA.

Wilson Ferreira de Moura Filho  mtaiene@hotmail.com  email enviado em 22/7. 
Desapareceu com 5 anos. Dicas repassadas em 23/7. 
Até 30/8 não respondeu.

 





Wilson Ferreira de Moura Filho, tinha apenas 5 anos quando desapareceu na região de Cocos, Bahia,  próximo ao Rio Itaguari.

Nunca se soube o que  realmente aconteceu, se ele foi levado por alguém, o fato é que nunca mais se teve  qualquer notícia dele.

Hoje,  sua irmã já adulta,  procura pelas respostas, quer saber o que aconteceu ao seu irmão.

ONDE ESTÁ WILSON?

Quem  souber da história ou tiver informações, por favor entre em contato  através do nosso email.















-------------------------------------------------------------------------------------


1-10 of 99

Comments