Brasília- Conferência Anual das Crianças Desaparecidas

Brasília sedia conferência anual sobre crianças desaparecidas

09/02/2012 - 6h

Da Agência Brasil

Brasília - Começa hoje (9) em Brasília a 4ª Conferência Anual da Rede Global de Crianças Desaparecidas. O encontro, que vai até amanhã (10), será aberto às 8h no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Durante os dois dias da conferência, representantes de quatro continentes vão discutir a importância da análise estatística de dados, a criação de agências para trabalhar diretamente com as crianças desaparecidas e o uso de novas tecnologias para solucionar casos. Além disso, o grupo vai debater a disseminação de fotos de crianças vítimas de sequestro.

Ao fim da conferência, será elaborado um relatório com sugestões sobre o tema para ser enviado às autoridades. O Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (Icmec), movimento global para proteger crianças da exploração sexual e de sequestros, é o organizador do evento.

Uma equipe do Programa de Convivência Familiar e Comunitária da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República participa hoje do encontro.

Levantamento mostra que de cada quatro crianças desaparecidas no mundo, três fugiram de casa

09/02/2012 - 19h49

Da Agência Brasil

Brasília - Fugas do lar representam 76% dos casos de desaparecimentos de crianças em todo o mundo. E desse total, 80% são casos de reincidência, as chamadas "fugas crônicas". Somente 9% dos casos de desaparecimento de crianças estão ligados a pessoas estranhas. Os dados são do Centro Internacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas (Icmec).

"Infelizmente, não há hoje em dia uma estratégia internacional harmonizada ou um conjunto de melhores práticas de resposta à criança desaparecida, a exemplo do que ocorre com as práticas de proteção de crianças contra a exploração sexual", disse a diretora de Políticas Públicas para a América Latina e o Caribe do Icmec, Kátia Dantas, à Agência Brasil.

Segundo ela, é preciso intensificar as campanhas para que os desaparecimentos sejam informados com rapidez ao Poder Público. "Pais, tutores e guardiões legais devem ser encorajados a reportar uma criança como desaparecida o mais rápido possível, sem presumir que a criança voltará para casa por contra própria".

Entretanto, Kátia lamenta que as famílias enfrentem resistência das autoridades quando precisam registrar o desaparecimento de um filho. Ela explicou que muitas delegacias de polícia só abrem um boletim de ocorrência após 72 horas de ausência da criança. No Brasil, a Lei N° 11.259, de 30 de dezembro de 2005, estabelece que, ao registrar o boletim de ocorrência, as delegacias devem iniciar imediatamente as buscas, contatando portos, aeroportos e terminais rodoviários.

Além das campanhas de sensibilização, ela também lembra que os pais precisam acompanhar mais a vida dos filhos. "Pais cientes de quem são os amigos do seu filho, que conversam sobre como se proteger de possíveis abordagens e riscos, têm menores chances de ter um filho desaparecido".

Kátia Dantas participa participa, até amanhã (10), da quarta edição da Conferência Anual da Rede Global de Crianças Desaparecidas (GMCN) no Centro de Convenções Ullyses Guimarães, em Brasília. A conferência, que conta com a participação de 14 países que integram o Icmec, tem como objetivo discutir práticas, projetos e iniciativas globais para fortalecer as políticas voltadas ao problema do desaparecimento de crianças.

Edição: Vinicius Doria