Estado ajudará família de idosa desaparecida no interior de São Paulo

postado em 19 de mar de 2013 06:36 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 19 de mar de 2013 06:45 atualizado‎(s)‎ ]

Assembleia Legislativa ajudará família de idosa desaparecida em São Paulo

COMPARTILHE    TWITTER            FACEBOOK           

Quase cinco meses depois do desaparecimento de Beatriz Joanna Von Hohendorff Winck, 77 anos, a recém-criada Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas Desaparecidas, da Assembleia Legislativa gaúcha, entrou no caso. A dona de casa desapareceu quando acompanhava o marido em uma loja de artigos religiosos dentro do Santuário Nacional Nossa Senhora Aparecida, em São Paulo. Desde lá, a polícia não tem indícios de onde ela esteja.
Vice-governador Beto Grill
Vice-governaor, Beto Grill (à dir.), recebe Delmar Winck (à esq.), marido da aposentada desaparecidaFoto: Tadeu Vilani / Agencia RBS


Solicitado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), a pedido da ministra gaúcha Maria do Rosário, o acompanhamento da frente parlamentar vai verificar todas as medidas que já foram tomadas, inclusive relativas à investigação em São Paulo, e acionar os mecanismos que por ventura não tenham sido acionados.

Segundo a assessoria do coordenador da frente parlamentar, deputado Aldacir Oliboni (PT), uma reunião com a família de Beatriz deve acontecer nos próximos dias. Com a sensação de que pouco estava sendo feito até então pelas autoridades, o marido de Beatriz, Delmar Winck, comemora a ajuda e garante que vai “fazer barulho” até que a mulher seja encontrada.

— Ela está em algum lugar, provavelmente desmemoriada. Só nos resta encontrá-la — afirma Winck, que sequer cogita não encontrar Beatriz ou, ainda, achá-la sem vida.
O filho João Carlos Winck, 54 anos, fizeram voltou da segunda temporada de buscas em janeiro, mas mantêm contato diário de Portão, no Vale do Sinos, com a polícia paulista e com uma rede de colaboradores criada por eles, chamada apenas de “O Grupo”, a fim de manter os voluntários anônimos.
De volta ao trabalho em uma empresa coureiro-calçadista, o filho continua contando com a complacência dos chefes e planeja voltar a São Paulo para acompanhar as investigações por alguns dias.

— Tenho quase certeza de que dessa vez vou voltar para buscar minha mãe — desabafa.

Conforme Winck, o telefone dos familiares continua a tocar diariamente. Do outro lado da linha, pessoas que afirmam terem visto a dona de casa em lugares distintos. Todas as informações são checadas e, por enquanto, nenhuma se configurou uma pista concreta.

No final de dezembro, o governo do Estado havia garantido apoio à família de Beatriz e cogitou enviar uma equipe para São Paulo. No entanto, segundo Sérgio Augusto Bonfanti, diretor-adjunto do Departamento de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública gaúcha, foi concluído que a medida não era necessária, já que a investigação estaria correndo bem. Bonfanti reforçou que foi pedido à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) que remetesse a todos os Estados da Federação os dados de Beatriz, com um resumo dos fatos, fortalecendo as buscas.

Fonte: Zero Hora



Comments