Fernanda Ellen - 11 anos Família clama justiça

postado em 11 de abr de 2013 07:24 por DESAPARECIDOS DO BRASIL


“Queremos que a justiça seja feita para que criminosos como estes não fiquem soltos pondo em risco outras jovens como Fernanda”  Elisangela Miranda- (mãe)

“A nossa dor é muito grande, mas o que nos alivia um pouco é saber onde ela está agora e o amor que temos a nosso filho de 3 anos. Acredito que como um anjo Fernandinha estará no céu nos iluminando”  Fábio Cabral (pai)


"A polícia trabalha com fatos e cada fato é um aprendizado. Ninguém desconfiava de um vizinho que ajudou a família a procurá-la " disse o secretário de Segurança do Estado, 
Cláudio Lima, quando questionado sobre a demora na conclusão do caso.


O corpo da menina foi encontrado nesta terça-feira (9), enterrado no quintal da casa de um vizinho, que confessou o crime e está preso no presídio do Róger.

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Um comportamento frio e calculista. Foi assim que o delegado de Polícia Civil Aldrovilli Grisi Dantas, responsável pelas investigações classificou o acusado Jefferson Luís de Oliveira Soares (25), de matar e enterrar a adolescente Fernanda Ellen, de 11 anos, que havia desaparecido desde o dia 7 de janeiro deste ano.

No dia do crime o acusado confesso, viu a garota se aproximando da casa dela e a interceptou inocentemente: “Fernanda vem aqui, por favor,” e a garota prontamente, sem desconfiar, se dirigiu até o vizinho que morava ali por cerca de três meses.



Ele disse " Fernanda me dê seu dinheiro" e ela, já amedrontada, disse - ‘me deixe ligar para meu avô que ele vai lhe dar o dinheiro”
Ele não gostou da resposta da garota e arrancou o celular da bolsa dela. Nesse momento Fernanda começou a gritar e ele com medo que os vizinhos ouvissem deu uma gravata na criança até ela desmaiar. Depois a carregou para dentro de casa e a escondeu debaixo da cama escondendo o celular dela dentro de um ursinho de pelúcia.
Como o acusado trabalhava de noite, aproveitou que a esposa foi dormir na casa da mãe, ele aproveitou da ausência dela para colocar o corpo em um saco e jogar no matagal, porém a movimentação da polícia no bairro, que já investigavam a denúncia do desaparecimento, levaram o acusado a enterrar a garota no quintal da casa. Segundo a confissão dele, isso aconteceu dois dias após o sumiço de Fernanda Ellen.
Após cavar o buraco, ele tirou a sandália e o short da menina, então ouviu o barulho na casa da vizinha e resolveu enterra-la semi nua. As duas peças, segundo ele, foram jogadas no lixo para despistar a polícia.
Uma cachorrinha da casa começou a querer cavar o local e ele limitou o espaço dela para não chegar até lá.
Com o celular de Fernanda Ellen mais uma quantia em dinheiro que ele disse ter ganho com um serviço de pedreiro, ele se dirigiu ao centro da cidade para comprar pedras de crack.

“Ele trocou a vida de Fernanda por quatro pedras de crack”, lamentou o delegado.“Até ontem o desejo dele era que ninguém soubesse do corpo, porém a esposa já suspeitava da conduta do marido e com as investigações da política o mistério chegou ao fim”, disse.

Após o uso de umas 20 pedras, o acusado retornou para residência e dormiu como se nada tivesse acontecido. 

Ainda conforme o delegado, o crime de estupro não está descartado. “Perícias serão realizadas, pois esse caso ainda não chegou ao fim”, finalizou.

CONFISSÃO

Em entrevista,o assassino confesso detalhou como matou a estudante de 11 anos. Preso na sede da Central de Polícia Civil, em
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João Pessoa, Jefferson considera que o crime que cometeu é imperdoável e revela que tem medo de morrer. “Mereço a morte, mas tenho medo de morrer. Vou pagar caro”.

PRISÃO

Na tarde desta terça-feira (9) o juiz Wolfram da Cunha Ramos decretou a prisão preventiva do assassino confesso da estudante Fernanda Ellen. O documento também atribuiu a Jefferson os crimes de latrocínio e ocultação de cadáver.

ACUSADO CONFESSA O ASSASSINADO DA MENINA FERNANDA ELLEN




UM CRIME HEDIONDO QUE NÃO PODE FICAR IMPUNE

O governador Ricardo Coutinho e a secretária de Desenvolvimento Humano, Cida Ramos, prestaram solidariedade à família da estudante Fernanda Ellen, nesta quarta-feira (10), durante visita à casa onde ela morava no bairro do Alto do Mateus.

“A dor vivida por esses pais foi muito grande, mas ressalto a grandeza e força que eles estão tendo para superar talvez o maior desafio de suas vidas”, declarou.

Ricardo ressaltou que esse caso de Fernanda Ellen foi muito difícil, mas a polícia trabalhou com determinação para seguir uma linha de investigação e elucidar esse crime que chocou toda a Paraíba. Ele garantiu que o Estado continuará dando todo o apoio psicológico e social à família.

O deputado federal Luiz Couto (PT) também fez referência, nesta quarta-feira (10), ao trágico desfecho do caso Fernanda Ellen. Do plenário da Câmara Federal, manifestou solidariedade aos familiares e lembrou que, como vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, ouviu os pais da criança no dia 5 deste mês, em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba.

"A família de Fernanda Ellen está gravemente dilacerada em sua perda, em sua dor, em sua indignação. A dor da família do assassino confesso certamente também é muito grande: perplexidade, vergonha, estigma. Um drama que afeta a todos e que marca o povo paraibano", registrou o parlamentar. 


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