Três metas do Objetivo do Milênio são alcançadas antes de 2015

postado em 28 de jul de 2012 07:39 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 28 de jul de 2012 07:40 atualizado‎(s)‎ ]
Há menos gente morando em favelas, vivendo na extrema pobreza e com difícil acesso à água, diz relatório da ONU.



O Relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 2012, apresentado pelo Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon, no início do mês, indicou que três importantes metas relacionadas à pobreza, à moradia e ao acesso a água foram atingidas três anos antes do prazo de 2015. Segundo ele, para alcançar as metas remanescentes, os governos não podem abandonar os compromissos estabelecidos há uma década.

No prefácio do documento, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD), Ki-moon reitera que o sucesso futuro depende do Objetivo 8 – a parceria global para o desenvolvimento. “A atual crise econômica que atinge grande parte do mundo desenvolvido não deve ser motivo para que se desacelere ou se reverta o progresso conquistado até agora. Vamos construir sobre o sucesso já alcançado, e não nos desviemos até que todos os ODM tenham sido cumpridos”, diz ele.

O relatório afirma que, pela primeira vez desde que a pobreza começou a ser monitorada, tanto o número de pessoas vivendo em extrema pobreza quanto os índices de pobreza caíram em todas as regiões em desenvolvimento – incluindo na África Subsaariana, onde os índices são mais altos. Estimativas preliminares indicam que em 2010 o percentual de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 por dia caiu para a metade do valor registrado no ano de 1990. Essencialmente, isto significa que o Objetivo 1 – reduzir pela metade o percentual de pessoas vivendo em extrema pobreza – foi atingido em âmbito global, bem à frente do prazo de 2015.

O Relatório também registra outro sucesso: o cumprimento, em 2010, da meta de diminuir pela metade a proporção de pessoas sem acesso permanente e sustentável a água potável. A proporção de pessoas com esse acesso seguro aumentou de 76% em 1990 para 89% em 2010, o que significa que cerca de 2 bilhões de pessoas passaram a ter acesso a fontes melhoradas, como água encanada e poços protegidos.

Além disso, o percentual da população urbana vivendo em favelas baixou de 39% em 2000 para 22% em 2012. Mais de 200 milhões de pessoas ganharam acesso a fontes seguras de água potável, saneamento básico e residências mais duráveis e com um número menor de moradores. Esta conquista ultrapassa as metas que propõem melhora significativa da vida de 100 milhões de moradores de favelas até 2020.

O Relatório ODM 2012 também argumenta que o mundo chegou a um novo marco: a paridade da educação primária entre meninos e meninas. Com esforços conduzidos em âmbito nacional e internacional, muito mais crianças estão matriculadas em escolas de nível primário, especialmente a partir do ano 2000. As meninas foram as que mais se beneficiaram. Havia 97 meninas matriculadas para cada 100 meninos matriculados no ano de 2010 – um grande aumento em relação ao número de 1999, que era de 91 meninas para cada 100 meninos.

“Estes resultados”, disse Ban Ki-Moon, “representam uma redução enorme no sofrimento humano e são uma clara validação da abordagem incorporada pelos ODM. Entretanto, eles não são motivos para baixar a guarda. As projeções indicam que em 2015 mais de 600 milhões de pessoas em todo o mundo ainda estarão desprovidos de acesso a água potável, quase um bilhão de pessoas viverão com uma renda inferior a US$ 1,25 por dia, mães continuarão a sofrer mortes evitáveis causadas pelo parto e crianças continuarão a sofrer e morrer por doenças preveníveis. A fome continuará a ser um desafio global, e garantir que todas as crianças tenham acesso à educação primária continuará a ser uma meta fundamental, ainda que não realizada, com impactos em todos os outros objetivos. A falta de acesso a saneamento básico está erodindo o progresso já atingido na saúde e na nutrição (…) e as emissões de gases de efeito estufa representam uma ameaça primordial às populações e aos ecossistemas”.

Fonte: Gife.org

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