Três Ministérios deverão auxiliar os jovens vendidos à famílias israelenses, diz a Ministra Rosário

postado em 14 de ago de 2012 11:04 por DESAPARECIDOS DO BRASIL   [ 2 de nov de 2012 11:15 atualizado‎(s)‎ ]
NOTA: Decorridos três meses, após a promessa da nossa Ministra, conforme se lê abaixo,  estamos ainda tentando contato e solução junto  à Secretaria dos Direitos Humanos,
e até a presente data nenhum apoio judicial foi dado aos brasileiros adotados em israel  02/11/2012)



O tráfico de crianças é um dos crimes mais perversos. Esses brasileiros tiveram negado
 o direito de conhecer suas origens, afirma Ministra Rosário dos Direitos Humanos.


Ministra Rosário  Desaparecidos do Brasil

Ministra Maria do Rosário dos Direitos Humanos, pretende mobilizar três ministérios para auxiliar os jovens vendidos à famílias israelenses (nos anos 1980 quando eram bebês) a encontrarem os seus pais biológicos.



Após muitos meses de exaustivas buscas pelas origens biológicas das vítimas da exportação de bebês em massa ocorridas nos anos 80, inúmeras tentativas frustradas   junto aos órgãos federais do governo brasileiro para que olhassem para o problema sofrido por eles e não encontrando retorno nem atenção das autoridades,   Desaparecidos do Brasil decidiu então procurar a mídia para expôr  o grave problema que estes jovens, levados a quase três décadas de forma ilegal para Israel, estavam enfrentando.

Em contato com a jornalista Mônica Foltran, do Diário Catarinense, Desaparecidos do Brasil  contou em detalhes o dilema sofrido por estes brasileiros no exterior e as dificuldades que o nosso grupo voluntário vinha encontrando para localizar  suas mães biológicas.

O Jornal do DC aceitou o desafio,  buscou nas fontes cedidas pelo Desaparecidos do Brasil as informações necessárias e foi atrás dessa história que  hoje finalmente mereceu a atenção da Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, ao qual nos sentimos imensamente gratos.

Toda o início sofrido desse drama é contado em detalhes na nossa página: ONDE ESTÃO NOSSAS MÃES? 

Nossos agradecimentos à Jornalista Mônica Foltran cuja sensibilidade e profissionalismo realizou um trabalho investigativo da maior importância para o Brasil e para todos aqueles que de certa forma serão beneficiados com  este resultado.  Agradecimentos especiais às voluntárias Sandra Chialastri e Andrea Marcondes que foram as primeiras a estender a mão, em 2009, à um  israelense que postou um tímido apelo em um site, perguntado se alguém conhecia  sua mãe biológica Izabel Alves dos Santos desencadeando todo este resultado.



DIREITOS HUMANOS, ITAMARATY  E MINISTÉRIO DA JUSTIÇA -

A ministra Maria do Rosário dos Direitos Humanos solicitou ao setor consular do Itamaraty servir de base de apoio para o grupo de adotados ilegais que vive em Israel. A Ministra solicitou ao Ministério da Justiça que estude uma situação jurídica para os jovens recuperarem suas identidades.

"A distância e o tempo decorrido prejudicam as ações, mas estamos abertos para verificar o que pode ser feito, afirmou Rosário."

Antes porém é preciso receber uma notificação oficial das vítimas. Isso pode ser feito pelo
disquedireitoshumanos@sdh.gov.br

ou pelo número (55 61) 2025-3116 (ligação do exterior)

Ministra diz que ainda não teve contato formal com as vítimas.

 "Não temos um email, nada deles. Pedi para a  ouvidoria ficar atenta."

A Ministra Rosário adianta que o tema é complexo e precisa conhecer a trajetória de cada um dos jovens para procurar soluções. Se for necessário, poderá até ajudar ao Ministério Público Federal e até a organismos internacionais.

"Os elementos jurídicos usados serão constituídos a partir do contato que eles farão conosco, diz a ministra"

Rosário acha importante realizar um breve encontro com o grupo que vive em Israel e se propõe inclusive a participar de uma vídeo conferência para receber relatos das dificuldades enfrentadas por cada um dos jovens.

"Precisamos manter contato com os jovens. Faremos o que for possível para ajudá-los."

Ela exclarece que a legislação determina aos cartórios que mantenham toda a documentação sobre a origem das pessoas, como certidão de nascimento. Na época dos crimes não havia essa obrigação e algumas vítimas da quadrilha nem sequer foram registradas no Brasil.

Ver mais: Onde Estão Nossas Mães?

Amanda Boldeke 14/08/2012




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