Natanella Levi (Osório) Família encontrada.

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Natanella cujo sobrenome  da família biológica é Osório, foi enviada à Israel com poucos dias de vida através da quadrilha da Arlete Hilu.
 
Ela nasceu em Paranaguá/PR, em 07/02/1986, foi levada à Curitiba e em seguida para o Rio de Janeiro onde os pais adotivos (israelenses) aguardavam para recebê-la em um hotel da cidade. Como era de praxe, a quadrilha emitia a documentação da adoção (falsa) em Cartórios do RJ com a cumplicidade de pessoas ligadas ao esquema.
 
Registro Civil - Poder Judiciário, Comarca da capital, 6ª Circunscrição, 3ª Zona - Freguesia de Santana - RJ. Nascimento Nº 275, Fls 41, Livro nº A-404. Rio de Janeiro, 14/2/1986.
 
27 ANOS DEPOIS
 
Natanella cresceu e  ao saber das circunstâncias de sua adoção, entrou em contato com Desaparecidos do Brasil, para localizar sua família biológica.
 
 A partir das informações do seu documento de adoção, onde consta o nome da mãe bio como sendo D. Iara Regina C Osório, fizemos várias pesquisas e conseguimos localizar parentes e filhos da D. Iara. Infelizmente  A D.Iara já  é falecida, mas Natanella tem dois irmãos mais velhos, filhos de Iara. 
 
Entrei em contato com um dos filhos e durante diálogo percebi que ele não tinha conhecimento da história da Natanella, então pedi para falar com a  tia dele, a irmã de Iara, Dona Vera, na cidade de Paranaguá  e ela solicitou  um tempo para contar a história aos  sobrinhos, confirmando  que eles nada sabiam do que havia acontecido com a irmã deles.  Prometeu-me que viria à Florianópolis em duas semanas para conversarmos. (foto ao lado)
 
 Apesar do tempo transcorrido ainda não havia falado com o sobrinho mas disse-me que contaria tudo ainda  neste dia. 
 
Amanhã conversarei com Edson, irmão biológico de Natanella.
 
DNA _ atenção EMPRESAS QUE POSSAM AJUDAR NAS DESPESAS.
 
Será necessário um exame DNA para comprovar  o vínculo familiar.  
Natanella está a par que é vítima de uma quadrilha que traficava bebês e 
Arlete Hilu  enviava muitas crianças para outros países, Israel, USA, Itália, França.... 
mas antes   de levarem os bebês para fora do país,  eles  permaneciam na casa de mulheres da quadrilha que cuidavam deles até os pais adotivos virem buscá-los (ou alguém da quadrilha levar  até eles).  
 
Nesse período os bebês ficavam em uma casa e neste lugar não havia controle  de identificação.  Isso ocasionou um grande problema.   Muitos dos jovens adotados ilegalmente, vítimas da Arlete e que vieram até nós pedir ajuda,após localizarmos suas mães com o nome  que  consta no documento, fizeram o exame do DNA e o resultado deu negativo.   Isso acontece porque os bebês foram trocados no momento em que foram entregues aos pais adotivos.  (documentos trocados, bebês misturados)
 
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Correspondência enviada em 5 de Abril de 2013
 
Trechos do histórico
 
----- Forwarded Message -----
From: Natanella Levi
Sent: Friday, April 5, 2013 1:20 PM
Subject: עזרה :-) (נתנאלה חברה של עדי)
 
[...] De qualquer forma eu estou anexando os documentos para a minhas mãos, tenho certeza que você compreendê-los mais do que eu percebo!
Mil agradecimentos de antecedência e Shabat Shalom!
Netanela.
 
Bom dia Amanda
Obrigada pelo retorno.
[...]Os pais adotivos da Natanella chegaram para o Brasil e encontraram com eles em Rio. Eles foram hospedados em um hotel com outros israelenses. Tudo foi bem discreto e ela acha que tiveram que mudar uma noite para outro hotel por apreensão de ser detectados.
[...]Antes de entregar o bebê perguntaram os pais adotivos se preferem menina ou menino e em que cor. Eles responderam que preferem menina e a cor não importa. Depois de entregar a bebê chegou um medico judio, que morava em Rio, e examinou a bebê e autorizou que ela esta em boas condições.
Os pais adotivos ficavam no Brasil por duas semanas - alguns dias antes da adoção e o resto depois. A adoção custou bastante!!
Quem intermédio o processo em Israel, ou pelo menos parte dele, foi um advogado chamava Tzvi Bazora que foi envolvido em mais adoções de crianças que a Natanella conhece. Anos atrás uma amiga dela, também adotada, tentou contatar esse advogado mas ele recusou responder e deligou.
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Foto: Arquivo família.
 
                Com D. Vera em 02/5/13

 Comprovação Hospital.