Rota do tráfico de pessoas no Rio Grande do Sul

DESAPARECIMENTO DE 
Gabriel Guimarães Nogueira
Desaparecido em 1999
LOcal - Cachoeirinha - RS

Há suspeitas de envolvimento da gaúcha Carmem Kieckhofer Topschall, 47 anos, numa possível rede de tráfico de crianças, que  teria levado Gabriel para adoção no exterior em 1999.

Carmem, recentemente investigada pela CPI do Tráfico de Pessoas, suspeita de envolvimento em adoções internacionais, irregulares na Bahia,  na época foi visinha dos pais de Gabriel em Gravataí, RS.

Mais tarde se mudaram e  era comum deixarem o menino passar as férias na casa da avó em Gravatai. Os parentes do pai de Gabriel eram visinhos próximos de Carmem, naquela época, e mantinham bom relacionamento.

O desaparecimento de Gabriel


No dia 13 de novembro de 1999, Gabriel Guimarães Nogueira, com cinco anos, deveria ter sido levado da casa da mãe, no Parque Brasília, em Cachoeirinha, por uma tia para passar o feriado na casa da avó paterna, no Bairro Passo do Hilário, em Gravataí.

A tia disse que, ao acordar, não viu a criança e achou que a mãe (ou outro parente) havia passado na casa, pego Gabriel e o levado. Como a mãe tinha pouco contato com a ex-sogra, demorou a saber do ocorrido.

O sumiço do menino só foi percebido e registrado na polícia no dia 16 de novembro daquele ano.

A investigação policial evoluiu pouco. Em 13 anos, não foi encontrado nenhum corpo ou pista concreta de que o menino esteja vivo - hoje, teria 18 anos.

Informações: telefones (51) 3463-4499, 9844-3490 e 8197-2548. Denúncias anônimas podem ser feitas também pelo 197, da Polícia Civil, de qualquer lugar do Estado.

Investigação

Em 1999, a investigação pouco evoluiu na 1ª DP de Cachoeirinha. Na época, as principais suspeitas levaram os investigadores ao Bairro Passo do Hilário, em Gravataí. Dois meses depois do desaparecimento, chegaram a capturar um homem conhecido como Jorginho, então com 24 anos, como principal suspeito. Morador do Passo do Hilário, foi preso em Tramandaí, mas pouco tempo depois liberado por falta de provas.

Testemunhas apontam que Carmem (hoje moradora de Pojuca, na Bahia) tinha contato com Jorginho. Boatos indicavam o envio de Gabriel para a Europa. Uma das desconfianças da Justiça baiana é de que uma das conexões do casal Topschall esteja no continente europeu.

Procurado pela reportagem do Diário Gaúcho, o advogado Maurício Vasconcelos, que defende Carmem na Bahia, disse que ela só se manifestará em juízo sobre qualquer assunto que se refira ao seu passado.

O jornal Diário Gaucho fez um amplo levantamento do caso em novembro de 2012.

A avó de Gabriel,Judite Mendes, faleceu sem reencontrar o neto, mas antes de morrer levantou suspeitas sobre o envolvimento do Jorginho com o rapto do Gabriel e uma possível  parceria com a rede de tráfico de crianças.

A gaucha Carmem Topschall, alvo de investigação da CPI, é suspeita de intermediar adoções internacionais.

Depois de não comparecer a duas convocações da CPI do Tráfico de Pessoas na Câmara dos Deputados, nas últimas duas semanas, Carmem Topschall teve sua prisão preventiva solicitada e a determinação da sua "convocação coercitiva" (deve ser levada mesmo que à força), a ser cumprida pela Polícia Federal até Brasília.

De acordo com o presidente da CPI, deputado Arnaldo Jordy, do Pará, os interesses da comissão vão muito além dos casos revelados na Bahia.

Reforçando a suspeiita do envolvimento de Carmem com o sumiço de Gabriel, a investigação mostrou que em 1990, ela  se casou com um alemão e  mudou para a Alemanha. Em 1999, ano do desaparecimento, a Carmem fez uma viagem internacional Brasil/Alemanha.

Carmem é investigada pela Justiça baiana como principal intermediária de adoções suspeitas. Seria peça-chave na retirada de crianças de famílias pobres, repassadas para o interior de São Paulo. 

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