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  • DESAPARECIDOS DO BRASIL

Onde estão nossas mães?











       

O DRAMA DOS BRASILEIROS ADOTADOS EM ISRAEL A PROCURA DE SUAS ORIGENS BRASILEIRAS  

Parte 2 -  
Acredita-se que o número de crianças brasileiras adotadas em Israel nos anos 80 chega a 1500, outros afirmam que pode ser 3000. Onde
estão estas famílias? Não há registros oficiais desses desaparecimentos. Será que todas as mães se conformaram em não buscar seus filhos? Estamos falando de 30 anos, não é tempo suficiente para esquecermos um filho perdido. Nunca é!

TRÁFICO INTERNACIONAL DE CRIANÇAS - A prática é antiga mas o início desse drama que contamos aqui e que envolve cerca de 3000 jovens em Israel, começou nos anos 80, em cidades brasileiras, quando quadrilhas do tráfico internacional de bebês, formadas por médicos, assistentes sociais, advogados, juízes, pessoas da migração, falsários e outros, facilitavam a adoção de crianças para casais estrangeiros que eram enganados e acreditavam tratar-se de um processo legalizado, pois tudo corria aparentemente dentro da lei e não imaginavam que aqueles bebês fofinhos eram vítimas de crime hediondo. Certidões de adoção e passaportes eram emitidos rapidamente pelos falsários da quadrilha e em poucos dias a criança estava fora do Brasil.  Hoje eles são adultos e querem saber: Quem são seus pais biológicos? Será que tem irmãos? Como serão seus avós?  Parte 1 - Tráfico Internacional de Crianças
 
 
A questão levantada por Desaparecidos do Brasil tornou-se destaque 
no Jornal Notícias do Dia de Florianópolis em 14/Agosto/2011 -
 
 
 


ATUALIZAÇÃO:- Fevereiro/ 2012 

Desaparecidos do Brasil

Seis meses após o início dos nossos trabalhos  em busca do  elo perdido dessas crianças,  através
Desaparecidos do Brasil
de um longo e árduo caminho onde o tema "tráfico de crianças" é tabu  e causa medo naqueles que tiveram ou tem algum tipo de responsabilidade  sobre o assunto, conseguimos a nossa primeira grande vitória. Encontramos  Alair, em Bombinhas/SC, mãe de Miri, levada com poucos dias à Israel em 1986. foto a esq.)

Duas semanas  se passaram e, ainda sob a emoção do primeiro encontro, fomos abençoados com
mais uma vitória, desta vez localizando a Regina Lúcia em SP, mãe de Doron, levado a Israel  em 1988. (foto a dir.)

As duas histórias serão contadas aqui, em detalhes, muito em breve.  
Caso 1 Alair:  Clique aqui
Caso 2 Regina Lúcia: Clique aqui

Seguimos na nossa missão e com o objetivo de encontrar a mãe de Lior em alguma região da grande
Curitiba (supomos que seja, pois já sabemos que ele é uma das vítimas da Arlete Hilu, que agia principalmente no estado do PR, embora também tivesse ramificações  nos estados de SC e RS) e  em meio a este  caminho, estaremos também pesquisando os outros muitos casos, com a certeza que o "Cosmos"  continuará fluindo  a nosso favor.  (Grupo de Voluntários: Sandra, Lior, Isa, Andréa, Amanda iab)

Informações para: contato@desaparecidosdobrasil.org

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DIREITO DE  IDENTIDADE ROUBADOS

Por I.Amanda Boldeke  Junho/2011

  Segundo estimativas, só em Israel existem entre 1500 a 3000 jovens, vítimas do tráfico internacional de crianças dos anos 80/90 e que agora reivindicam seu direito de conhecer suas histórias, suas raízes e seu país de nascença.

LIOR VILK (Foto), cujo nome de nascimento seria Lior Santos, é uma  das vítimas da quadrilha da Arlete Hilu que agia principalmente no Sul do Brasil, entre os anos 80 e 90, e foi adotado por um casal
israelita também enganado por Arlete. Hoje, aos 26 anos de idade, ele sonha reencontrar o elo perdido, sua família biológica brasileira.
 
Onde está sua mãe? seu pai? Será que tem irmãos, e avós?
 
São tantas perguntas, tantas incertezas, mas Lior segue em frente, decidido a realizar seu grande sonho, o de abraçar e beijar  aquela que lhe deu a vida!
 
 
O destino de Lior, começou a a ser traçado no verão de 1985, num país distante, além do oceano, antes mesmo dele nascer.  Um casal em Israel, queria muito adotar uma criança
mas a espera pela adoção era muito demorada.  Ficaram sabendo que no Brasil  era muito fácil de se adotar crianças e que havia uma senhora que já havia feito muitas adoções pelo mundo todo e foi assim que eles conheceram Arlete Hilu, num hotel em Tel Aviv, Israel.
Tudo foi preparado legalmente e o casal passou para elas uma procuração para que intermediassem a adoção.
 
Lio
r nasceu em 01,09,1985, em Curitiba, PR. Cinco dias depois já estava no Rio de Janeiro,RJ, com a Certidão de Adoção e Passaporte prontos e alguns dias depois chegou a Israel e foi entregue a seus pai
s adotivos. Contam os pais mais tarde, que no aeroporto em
Israel, junto com Lior chegaram mais dois bebes no mesmo vôo, cujos pais adotivos também esperavam ali. Estavam presentes Arlete Hilu e um advogado.
 
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O DRAMA DOS BRASILEIROS EM ISRAEL A PROCURA DE SEUS PAIS BIOLÓGICOS
Nili Tal (wikypedia)

"3000 crianças que nasceram no Brasil, foram adotadas na década de 80 por israelenses.
Assim conta o enredo do filme "as Meninas do Brasil" realizado pela produtora de documentários Nili Tal (foto dir.), onde ela aborda a história de algumas jovens que foram adotadas em condições semelhantes  as de Lior. 
 
AYELET ZAMIR - Sua história
A idéia do filme começou com o caso da AYELET ZAMIR por volta de 2005, quando ela conheceu Nili Tall
que
 estava  em meio a outro  filme a cerca de Bruna, que tinha sido sequestrada quando
bebê, no Brasil, levada para Israel para adoção e mais tarde retornou ao seus pais brasileiros após uma batalha estressante na justiça. "Conheci muitas histórias de crianças adotadas", diz Tal ", e senti no ar que algo estava acontecendo. Percebi que as crianças que foram adotadas na década de 1980 iriam em breve começar a viajar ao Brasil para encontrar suas famílias biológicas."
 
Ayelet também era adotada e mostrou uma foto sua de criança para Nili Tall e a produtora ao ouvir sua história disse que conhecia um jornalista em Curitiba e iria pedir à ele para publicar a foto, assim talvez  alguém pudesse reconhecê-la.
 
Adoção de Ayelet: Foi em 16 de maio de 1988 que Frieda e Pinhas Zamir desembarcaram no Rio de Janeiro e se hospedaram em um hotel da cidade onde permaneceram até lhes ser entregue a criança que haviam pedido para adoção. "Como vocês queriam, uma menina de dois anos e meio de idade" disseram os homens em Inglês arrastado, antes de desaparecerem na noite. Junto com a menina, eles deixaram  os documentos de adoção devidamente assinados por um juiz.
 
"Era uma criança tímida e assustada, lembra Frieda, e segurava uma boneca amarela. Demos-lhe os presentes que trouxemos de Israel, depois dei banho nela e a coloquei para dormir. Passamos a noite toda encantados olhando para ela."
 
Os Zamir tiveram três filhos antes disso e um dia quando o do meio tinha 16 anos, sofreu um acidente de moto onde perdeu a vida. O pai entrou em depressão profunda e não falou mais nenhuma palavra por vários meses, então Frida tentando reanimá-lo perguntou: "Por que não adotamos uma menina?" A idéia animou-o porém logo perceberam que em Israel teriam pouquíssimas chances de conseguir adotar uma criança. Ouviram falar que no Brasil era muito fácil adotar uma, assim vieram ao Rio e através do advogado Aliza Cohen fizeram o pedido de adoção. Queriam uma menina de aproximadamente dois anos e meio, que já não usasse mais fraldas. Quando viram a criança acharam que ela era grande para a idade, mas pensaram que crianças brasileiras deviam ser maiores que as de Israel. Nunca imaginaram que tudo era forjado ou ilegal.
 
Ayelet, cujo nome real era Maristella, foi 'tomada' da família em Curitiba, PR,  quando tinha  quase cinco anos e não 2,5 como foi dito aos pais adotivos. Em suas poucas lembranças, ela conta que dois homens a levaram  em um carro e viajaram muito. Prometiam que ela iria ganhar muitos presentes.
 
Sua foto de criança foi publicada na primeira página do Jornal em Curitiba, no mês de outubro, sob o título, Um Apelo à Família. Naquela manhã, Christiane Silva, 24, estava indo ao trabalho de ônibus e o homem sentado ao seu lado lia o jornal. Ela olhou de relance  e ao ver a foto da criança exclamou, "minha irmã, minha irmã desaparecida a 18 anos!" Ela  reconheceu sua irmãzinha desaparecida mesmo  já tendo passado tantos anos.  Contataram com o jornalista que comunicou o fato a Nili Tall em Israel. Nili, logo percebeu que tinha uma grande história em mãos e decidiu  falar com mais algumas jovens brasileiras adotadas nas mesmas condições e veio com elas ao Brasil em busca de suas histórias.
 
CHEGANDO AO BRASIL
 
Em 24 de outubro Nili Tall chega ao Brasil com Ayelet Zamir e mais três jovens. A ansiedade e emoção de Ayelete, fizeram com que ela perdesse 3 quilos naquelas semanas que antecederam a viajem. Não cabia em si tamanha emoção ao pensar que conheceria sua irmã e pais biológicos.
 
No dia em que conheceu sua família, descobriu sua verdadeira data de nascimento e sua história. Sua mãe abandonou as duas filhas e o marido, indo viver com outro homem. O pai, tinha que trabalhar e as deixava com uma vizinha. Contam que a mulher a vendeu. Crhistiane é sua verdadeira irmã de pai e mãe. Tem mais irmãos por parte do pai que já estava falecido. Foi feito DNA e constatado o parentesco. Ayelet não se sentiu a vontade com a mãe quando a viu, mas sentiu que finalmente seu coração estava  livre...e leve.
 
As outras três meninas  que estavam junto no grupo, eram as gêmeas Alma e Anna Rahav  (nomes de nascimento, Tatiana e Fabiana) foram dadas para adoção em Curitiba, ao nascerem. Encontraram a mãe e avós biológicos mas a comunicação foi difícil pois não sabem falar o português.  
 
A  quarta moça do grupo  chamava-se Daniela Drori, uma estudante de direito de 23 anos de idade, de Hod Hasharon, que foi adotada em Curitiba com a idade de quatro dias.  Ela conta, " Por anos eu tinha dificuldade em falar sobre adoção, só quando entrei no exército em Israel consegui me abrir e a viagem ao Brasil me libertou do trauma." " Ao chegar a Curitiba, onde nasci, o que eu realmente queria saber era se tinha irmãs e irmãos.." Tentaram localizar o endereço através dos papéis de adoção, mas perceberam que eram forjados.  Daniela sentia que ia deixar o Brasil sem conhecer sua família. e de fato assim aconteceu. 
 
Dois dias antes de retornarem a Israel, Nili Tall convidou uma equipe de televisão e na entrevista pediu ajuda para encontrar os pais biológicos de Daniela. Uma mulher ligou para a delegacia mais tarde dizendo que achava que era a mãe dela. No dia seguinte a equipe de TV foi entrevistá-la mas nisso, sem saber o que acontecia,  o grupo saiu do hotel rumo ao aeroporto. Voltaram a Israel  sem que Daniela pudesse vê-la.

 
 
As meninas do Brasil (da esquerda): Ana e Rahav Alma, Ayelet Zamir e Drori Daniela. Their trip to Brazil came out of the production budget. Sua viagem para o Brasil saiu do orçamento da produção. (Photo by Yannai Yehiel) (Foto de Yannai Yehiel - Internet)



A mulher contou que quando estava grávida, separou-se do marido e deu a criança para adoção ao nascer. Dois dias depois se arrependeu e voltou ao local para trazê-la de volta mas ela já não estava mais la.

Depois da viagem, Nili Tall produziu o filme, As Meninas do Brasil retratando a história. O filme rendeu milhares de cartas de outros jovens que também são adotados e querem conhecer suas famílias biológicas. (Este relato pode ser visto na
entrevista dada em 15,03,2007)
 
  
GOVERNO BRASILEIRO
 
O filme mexeu com todos aqueles jovens  que se identificavam com
o roteiro e no seu desejo de também conhecerem suas próprias histórias  biológicas escreveram cartas para a produtora do filme contando que também queriam abraçar e serem abraçados por suas mães brasileiras. Nili, não sabia como resolver toda aquela situação e decidiu então enviá-las para o 
Jornal " Yediot Aharonot" onde foram publicadas em 7-6-2011. As cartas também foram enviadas para a presidente(a) Dilma Roussef e para a Embaixada Brasileira em Israel.

 

RESPOSTAS DOS ÓRGÃOS BRSILEIROS

Em resposta a Nili Tal, a Embaixada (carta acima) informa que devem procurar os Direitos Humanos no Brasil.
 Autoridade Central Administrativa Federal, Secretaria dos Direitos Humanos
Presidência da Republica
Esplanada dos Ministérios, bloco T. Ed,sede, sala 212
SEP 70064, Brasília, DF, Brasil
Telefone- (5561) 2025-3481
E-mail:juliana.paes@mj.gov.br
 
 Em outra resposta da Embaixada Brasileira para uma amiga de Lior, é informado que eles não lidam com estas questões e passaram à ela um e-mail de um outro Ministério no Paraná :
Address: Rua Mauá, 920, 14° Andar, Cep. 80.030.200, Curitiba – PR
Phone: (41) 3200-2069 / 2074 / 3225-6044
Fax: (41) 3017-2501 / 2879 / 2800 / 2802 / 2862 / 2801 (fax)
E-mail: adocaointernacional@tjpr.jus.br
Foram inúmeras tentativas junto aos Órgãos Brasileiros solicitando ajuda porém infrutíferas. São sempre orientados a procurar outros departamentos.
 
 
 
DOCUMENTOS FALSIFICADOS
 
Da OAB/RJ Lior obteve respostas porém desalentadoras.

A  OAB/RJ, na Comissão de Direitos Humanos e Assistência Judiciária, através de email  informa a Lior:

“Lior, recebi seu processo de número 5.686/2010 e fui designada relatora. Já entrei em contato com o 4 Oficio de Notas e sei que a Certidão de Escritura de Adoção realizada em 5/9/85 é falsa. Sei que o Tabelião responsável  já faleceu e que o Técnico Judiciário que realizou a suposta escritura já foi afastado há muito tempo.
Entrei em contato com a Circunscrição de Registro Civil e sei que a certidão realizada em 1/9/85 também é falsa e a Oficial que a realizou no cartório já foi afastada também ha muito tempo.
""Registro no. 898, livro A-403 fls.63 de 05/09/1985 não tem com seu nome. Seu registro é falso. O registro de nascimento com o seu número é de uma menina- femea de nome Daniele."" Não sei ainda se o próprio Tribunal de Justiça poderia localizar estas pessoas afastadas a tanto tempo e vir a responsabilizá-las. Não sei inclusive se isto nos ajudaria, naquilo que pretendemos. [....] 

Em consulta ao OAB do Rio de Janeiro, é informado que a advogada Vilma Ferreira Oliveira que intermediou a adoção de Lior Vilk, e o OAB citado por ela não existem .
"A Advogada  que tem o número de inscrição 5485 citado no documento de adoção de Lior, é [...] e não da Vilma . A Sra. Vilma Ferreira Oliveira não consta como inscrita em nenhum Estado brasileiro.
Cordialmente,
 
(21) 2272-2001 opção 1 do Atendimento Telefônico
CONTATO COM VOLUNTÁRIOS BRASILEIROS

Sem respostas de ajuda junto a Embaixada e Governo Brasileiro, Lior encontra através da net,  Sandra Chialastri  da comunidade  “Procuro Mãe, Família Biológica “ onde ela  exerce um admirável trabalho voluntário  junto aos filhos adotivos do  Brasil.  Por sua vez, Sandra entra em contato  com Amanda  do Desaparecidos do Brasil e juntas decidem  publicar toda a história com a esperança que alguma mãe tome conhecimento e  se apresente.

 Lior envia todo histórico e documentação com fotos que possui.  Amigos de Lior em Israel, seguem-lhe os passos e também  mandam fotos e documentos com esperança de encontrar seus pais biológicos.

 Sandra, com sua longa experiência em reencontros biológicos ou busca genética, conta:

" Alguns desses enviaram cópias dos documentos pessoais de nascimento e processo de adoção, passaporte e autorização para saírem do Brasil com seus pais adotivos, mas o que pudemos perceber pelas informações contidas nos documentos, são informações falsas, criadas para efeito de registro, pois utilizavam Carteira Profissional como documento apresentado, com numeração incompleta ou duvidosa.

De forma amadora e informal, tentamos analisar os documentos e percebemos alguns detalhes estranhos, como a data de nascimento em um estado e a criança estar sendo liberada para a viagem já com a “escritura de adoção” concluída, em prazos muito curtos para um recém nascido. Os nomes de registro das crianças eram os nomes escolhidos pelos pais adotivos, que com a adoção, apenas alterava-se o sobrenome.

As informações nas “escrituras de adoção” (muitos não eram processos), continham informações duvidosas, pois o documentos maternos eram de um estado e afirmava-se que ela trabalhava e residia naquela cidade (os processos geralmente eram realizados no RJ).

As assinaturas, também em avaliação amadora, não correspondem a letra de pessoas simples como imaginávamos que fossem e em alguns casos acreditamos ser  assinatura  com grafia masculina."

INFORMAÇÕES podem ser enviadas para nosso CONTATO  com o título CASOS DE ISRAEL.


 Fotos e documentos publicados com autorização para Desaparecidos do Brasil.

© Reprodução permitida desde que citada a fonte e autor.



" Olá! Somos um grupo de filhos adotivos que vivem em Israel. Cada um tem sua própria história de vida mas há uma coisa muito forte que une todos nós, é o nosso desejo de encontrar nossas famílias biológicas no Brasil. O objetivo deste vídeo é fazer ouvir nossa voz e nosso desejo maior ser ouvido. Solicitamos à todos aqueles que tem informações, que podem nos ajudar, por favor contate-nos. Em Israel: biadoptees@gmail.com Ass.: Filhos adotivos. "

ONDE ESTÃO NOSSAS MÃES?

Brasil: somos um grupo de voluntárias (os) tentando ajudá-los a encontrar suas mães, pais, irmãos, avós, enfim, sua família biológica no Brasil. Eles foram levados para fora do país ainda bebês nos anos 80 e hoje em Israel sonham com o reencontro.
A todos que possam ajudar nesta causa, favor entrar em contato:
contato@desaparecidosdobrasil.org
Grupo de voluntários - www.desaparecidosdobrasil.org

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ONDE ESTÃO NOSSAS MÃES ?
 
 
TAMAR BACKER -  Nome de nascimento: Tamar Blanco
 
 

Nome – Tamar Backer (Tamar Blanco)

Data de nascimento 01/05/1988 – Rio de Janeiro

Nome da mãe biológica – Sulamita Blanco

Documento da mãe biológica – CTPS/RJ 56745 – emissão 19/05/1988

Adoção no Rio de Janeiro dia 09/05/1988

Testemunhas – Maria Ondira da Silva e Sergio Oliveira Barros

Tamar Backer,  (anexo, documentos e fotos)
 

DORON SILVA / DORON LEVNER - Nome de nascimento Doron Silva

Nome de registro de nascimento – Doron Silva

Nome após adoção – Doron Levner

Data de nascimento- 27\05\1988

Local de nascimento- Recife, Pernambuco.

Nasceu no hospital- IMIP, Recife

Cidade  em que foi realizado o processo de adoção – Jaboatão-PE

O nome da mãe biológica ( nome verdadeiro )- Regina Lucia Da Silva.

O advogado que cuidou do caso da adoção- Parolina Dourado.

Doron foi adotado por um casal israelense

ÚLTIMO ENDERECO DA MAE BIOLÓGICA ( ano 1995 )- Silvio Portugal 245, CEP-01247-060, Sao-Paulo.

 Doron recebeu algumas cartas e fotos da mãe biológica, através da advogada Dra. Parolina, mas infelizmente a advogada faleceu e o contato foi interrompido em 1995,

Nas cartas, a Regina Lucia (mãe biológica) conta ao Doron que mudou de Recife para São Paulo para estudar. Ela trabalhava e uma fábrica, como secretária.

O último endereço, ninguém a conhece ou se lembra dela
 

 
 
 ROTEM BURA
 
 
Nascimento: 25/03/1986 (Maternidade Coração de Jesus)
Nome de Nascimento; Rotem Conceição
Nome de adoção: Rotem Bura
Pais biológicos: Meir e Shosana Bura, israelenses.
Data da adoção: 26/06/1986
Mãe biologica: Glória da Conceição, brasileira.
Informação da mãe biológica: Glória da Conceição - solteira, maior, doméstica, portadora da identidade 3899542 IPF/RJ, expedida em 11-05-1981.
 
 
Rotem escreveu para a Secret. dos Direitos Humanos e posteriormente ao CEJA/RJ, sem resultados.
> Prezada Rotem Bora,
> O órgão que talvez possa lhe ajudar é a Comissão Estadual Judiciária de Adoção do Estado do Rio de Janeiro, CEJA-RJ.

> Atenciosamente,
> Carolina Presser
> Autoridade Central Administrativa Federal
> Secretaria de Direitos Humanos-Presidência da República
 
 
 
SHAVIT STAREN - Nome de nascimento: CLAUDIA PEREIRA
 
 
Nome de Adoção - Shavit Staren

Data e local da adoção –  Rio de Janeiro 26/09/89

Nome de Nascimento - Claudia Pereira

Data de nascimento – 08.08.89

Cidade de nascimento – Rio de Janeiro

Mãe biológica – Lourdes Pereira

Entidade citada – Centro Comunitário e Terapeutico Lar Fabiano de Cristo

 
 
 
 
 

SHAY SHILONI - Nome de Nascimento SHAY OLIVEIRA

Nome de Adoção – SHAY SHILONI

Data e local da adoção – Rio de Janeiro 15/03/1985

Nome de Nascimento – Shay de Oliveira

Data de nascimento – 14/03/1985

Cidade de nascimento – Rio de Janeiro

Mãe biológica – Margarida Ribeiro de Oliveira

Pai Biológico – Lourival de Oliveira – RG 165205

Endereço citado – Rua Ebroino Uruguai, 248 fundos, Bairro Cristo, Rio de Janeiro



 
 Documentos publicados mediante autorização para Desaparecidos do Brasil.
 
 
Estes que seguem ainda aguardamos fotos e maiores detalhes que serão enviadas em breve.
A maior dificuldade é a barreira com o idioma, pois poucos falam o português.


INBAL CARDOSO
Nome : INBAL CARDOSO
data de nascimento : 27-1-1986
cidade de nascimento : RIO DE JANEIRO

RONI PEREIRA
Nome : Roni Pereira
data de nascimento : 14-7-1984 ou 23-7-1984
cidade de nascimento : PONTA GROSSA , PARANA

HOFIT SINVANI
Nome : hofit soares , a filha da Roseli Gomes Soares
Data de nascimento : 5-12-1985
Cidade de nascimento : Fortaleza , Ceara , Brasil

OR HINDI
Nome : Or Hindi
Nome Biológico: Or Wons
Filho de: Zenaide Wons
Data de nascimento : 06/11/1983
Cidade de nascimento : Curitiba , Parana , Brasil


Por, Amanda iab.



 
 
 
 
"Ninguém pode se colocar no lugar de uma criança adotada. Vivo com uma sensação de orgulho porque fui escolhida, mas também nutro emoções difíceis por ter sido entregue, porque não me quiseram. Pode ser que esse meu ciclo se feche quando eu for mãe. Uma das frases que mais me lembro dos meus pais é a de que eu não vim 'da barriga' e sim 'do coração'", escreveu Racheli Roth, de 21 anos, que nasceu com o nome de Karen na cidade de Curitibanos, em Santa Catarina.

Racheli também conta, na *carta , que viajou ao Brasil para encontrar sua mãe biológica, que, segundo os documentos da adoção, se chama Elisa Maria do Amparo. Mas não conseguiu encontrá-la. Sua frustração ecoa a dos outros jovens, alguns dois quais pedem a ajuda do governo brasileiro para realizar o sonho de conhecer seus pais biológicos.

 * Cartas enviadas a Dilma Roussef e Embaixada Brasileira em Israel.
 
 
 
 
NOTA: Todos os jovens com quem mantivemos contato, foram unânimes em afirrmar que foram criados com muito amor pelos pais israelenses, que  nunca lhes esconderam sua condição de adotados e os ensinaram a  nutrir um grande amor pelo Brasil.